“Primeira vez que deixei minha filha”, diz mãe de bebê morta em creche

Mãe solteira de 3 crianças relata que recorreu à creche irregular após não ter com quem deixar a filha para conseguir trabalhar

atualizado

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laura rebeca 1
1 de 1 laura rebeca 1 - Foto: Reprodução

Era a primeira vez que a cabeleireira e empreendedora Lorrany Stephane deixava a filha Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, de 1 ano e 4 meses, aos cuidados de outra pessoa.

Mãe solteira de três crianças — dois meninos e a bebê —, ela precisava trabalhar naquele dia e decidiu deixar a menina em uma creche improvisada no Setor O, em Ceilândia (DF). Horas depois, a pequena Laura morreu asfixiada.

Segundo Lorrany, que administra um salão de beleza, a decisão foi tomada após familiares que costumam ajudar não estarem disponíveis. Uma cliente do salão indicou a cuidadora, afirmando que ela tinha boa reputação e experiência.

“Eu precisava trabalhar, não tinha com quem deixar. Foi por isso que aceitei levar ela lá. A moça disse que era referência, que tinha câmera, que eu podia confiar, e ainda prometeu me mandar fotos da Laura”, relatou.
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Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O
Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo
Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.
Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia
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Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia

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Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O
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Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O

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Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo
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Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo

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Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.
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Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.

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Relembre o caso

  • A creche funcionava em uma casa adaptada, sem autorização da Secretaria de Educação e sem alvará.
  • Relatos indicam que a cuidadora atendia várias crianças ao mesmo tempo, sem equipe de apoio.
  • Laura foi colocada em um bebê-conforto que não pertencia à família.
  • Em algum momento, a criança ficou presa ao cinto do bebê-conforto e morreu asfixiada.
  • A responsável encontrou a bebê desacordada e a levou para a UPA de Ceilândia, onde o óbito foi confirmado.
  • A investigação aponta inicialmente asfixia acidental; a causa oficial será determinada pelo Instituto de Medicina Legal (IML).

Veja o relato da mãe:

 

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De acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.
A bebê de apenas 1 ano e 5 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora.
O caso ocorreu em Ceilândia
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O caso ocorreu em Ceilândia

| BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
De acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.
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De acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.

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A bebê de apenas 1 ano e 5 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora.
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A bebê de apenas 1 ano e 5 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora.

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Lorrany disse que Laura estava saudável e tranquila no momento em que foi deixada no local. O bebê-conforto onde a criança morreu asfixiada não pertencia à família. “Eu só tinha levado o carrinho grande, espaçoso. Eu nunca precisei botar cinto nela”, afirmou.

A mãe contou que recebeu um aviso no salão onde trabalha dizendo que a menina teria se machucado. Ela acreditou que fosse algo simples. “Eu fui achando que ela só teria se machucado e, no máximo, era um corte que precisava de pontos. Quando eu cheguei lá, o Samu já estava tentando reanimar ela. Aquilo acabou comigo.”

Segundo Lorrany, a cuidadora apresentou versões diferentes sobre o que aconteceu. “Ela falou que não sabia a rotina da Laura e achou que ela estava dormindo. Quando pegou, ela estava desacordada. Depois contou outra versão, dizendo que ela estava virada. E outra ainda dizendo que precisou sair e deixar ela com o marido.”

Em luto, Lorrany disse confiar nas investigações e clama por justiça. “A perícia vai dizer tudo, e tudo que eu quero é justiça. A gente confia em deixar os nossos filhos lá, porque precisa trabalhar, e agora estou sem minha filha.”

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