Moraes manda PM e PRF multarem donos de caminhões que fecharem vias do DF

Ministro do STF determinou que polícias combatam obstrução de vias por caminhões e identifiquem participantes de protestos antidemocráticos

atualizado 10/11/2022 18:22

Luis Nova/Especial Metrópoles

Alexandre de Moraes determinou que forças de segurança combatam protestos antidemocráticos que fecharem vias com caminhões no Distrito Federal. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda quer a identificação dos veículos que se deslocaram para Brasília, e impõe multa de R$ 100 mil por hora, no caso de protestos que consistam em “bloqueios, obstruções e/ou interrupções”.

A decisão chama o movimento de ilegal e demanda ações das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar do DF. O governador Ibaneis Rocha (MDB), os diretores e os coordenadores das forças foram intimados com urgência. A ordem é adotadar medidas para desobstruir vias públicas com trânsito interrompido.

O documento solicita a “imediata desobstrução de todas as vias públicas que, ilicitamente, estejam com seu trânsito interrompido”, e busca impedir, inclusive nos acostamentos, “a ocupação, a obstrução ou a imposição de dificuldade ao acesso a vias e prédios públicos”. Nesta quinta-feira (10/11), os veículos ocupavam o acostamento das vias adjacentes ao Setor Militar Urbano (SMU).

Moraes decidiu tomar essas providências após as notícias de que 115 caminhões chegaram ao DF para reforçar atos antidemocráticos.

Despacho Alexandre de Moraes by Manoela Alcântara on Scribd


Uma caravana de 115 caminhões chegou ao Quartel General do Exército em Brasília, na tarde desta quarta-feira (9/11). A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acompanhou a movimentação de integrantes e auxiliou na chegada ao QG.

As manifestações por todo o país começaram após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. Nos Quartéis Generais das Forças Armadas de diversas partes do país, militantes pedem “intervenção federal” das Forças Armadas.

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Perfil

Bolsonaristas prometem “morar” em frente ao QG em Brasília. No acampamento, a maior parte dos manifestantes são empresários, autônomos, aposentados, grupos armamentistas e militares reformados, brancos e de alto poder aquisitivo.

Eles contam com uma estrutura cara. Comidas, bebidas e tendas são entregues “de graça” para os presentes. A maioria não sabe dizer quem banca tudo isso, enquanto outra parte diz que são doações voluntárias. A arrecadação em dinheiro vivo chama atenção. Em cerca de 10 minutos, uma vaquinha para “contratar um trio elétrico” recebeu R$ 3.670 em espécie. Notas de R$ 100 e de R$ 50 saíam facilmente do bolso dos presentes.

Caminhões

Manifestações com caminhoneiros também foram feitas pelo Brasil. Em decisão que autorizou as polícias locais a atuarem, além de aplicação de multa de R$ 100 mil a integrantes presos, Moraes entendeu que os protestos “afetaram não apenas a regularidade do trânsito nas rodovias, mas, principalmente, a segurança pública em todo o território nacional, inclusive por meio de condutas tipificadas na Lei nº 14.197/2021 como crimes contra as instituições democráticas”.

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