Moradora do DF que diz ter filho agredido acusa resort de expulsá-la. Veja vídeo
Hóspede conta que foi retirada do local e que cancelaram a diária que havia reservado em outro empreendimento do grupo. Resort nega

A turista brasiliense que denunciou que o filho, de 6 anos, teria sido vítima de agressões por parte de uma monitora de um resort de luxo localizado em Japaratinga, no litoral norte de Alagoas, afirma ter sido expulsa do local após a repercussão do caso nas redes sociais. A terapeuta capilar Eloísa Roque ainda diz que havia uma diária reservada em outro empreendimento que integra o grupo, mas que a hospedagem foi cancelada.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Eloísa informa que a reserva estava paga e, mesmo assim, foi cancelada. “Agora eu estou longe [de casa]. Não sei nem se tem hotel aqui perto. Eles vão pagar”, relatou a mulher no vídeo acima.
Eloísa ainda contou que colaboradores do resort pediram para que ela se retirasse do local, por conta da divulgação do caso. “Paguei R$ 20 mil para passar por essa humilhação”, relatou.
A turista disse que precisou pagar R$ 600 para se hospedar em outro hotel e R$ 230 de passagem para se deslocar até o novo estabelecimento.
Posicionamento do resort
Em nota, a Amarante, administradora do Japaratinga Lounge Resort e do Salinas Maceió, informou que a hospedagem da família no Japaratinga Lounge Resort foi cumprida regularmente, com encerramento na data desta quinta-feira (11/6).
“O horário de check-out do resort é ao meio-dia. Ainda assim, a saída da família ocorreu após o almoço, por volta das 14h”, pontuaram.
A Amarante ainda disse que, durante a condução da ocorrência, foram registrados episódios de tumulto, ameaças e agressões verbais direcionadas a colaboradores do resort, situação que exigiu a atuação da equipe de segurança e o acionamento da autoridade policial para garantir a tranquilidade dos demais hóspedes e a segurança das pessoas envolvidas.
“Em razão desses fatos e conforme previsto nas normas internas de convivência e hospedagem, a Amarante decidiu cancelar a diária subsequente que havia sido reservada no Salinas Maceió, empreendimento que também integra o grupo. A medida foi adotada em decorrência das condutas registradas durante o episódio e não possui qualquer relação com o direito da hóspede de registrar ocorrência ou buscar a apuração dos fatos junto às autoridades”, concluiu.
Entenda o caso
- A terapeuta capilar Eloísa Roque usou as redes sociais, nessa quinta-feira (11/6), para contar que o filho teria sido agredido por uma monitora na brinquedoteca do Japaratinga Resort.
- Eloísa diz ter visto o momento em que uma funcionária atingiu a cabeça do filho dela. “Eu vi. Eu estava lá. Ninguém me contou”, assegura.
- A moradora do DF alega ainda que, de início, o resort se recusou a ceder gravações de câmeras de segurança, e que só conseguiu assistir às imagens depois de muita insistência.
- Eloísa pediu uma cópia das imagens, o que lhe foi negado.
- A mulher aponta também que teria sido obrigada a deixar o quarto que estava hospedada junto com o companheiro e os dois filhos após a repercussão do caso nas redes sociais. “Eu paguei R$ 20 mil para passar por essa humilhação”, lamentou.
A mulher registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Civil de Alagoas (PCAL) e afirmou nas redes sociais que pretende recorrer à Justiça. Já a Amarante alega ter analisado imagens de câmeras de segurança e constatado que não há “qualquer evidência de agressão por parte de colaboradoras ou terceiros”. Os arquivos não foram disponibilizados à família.

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