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Distrito Federal

Moradora do DF diz que filho foi agredido em resort de luxo: "Eu vi". Veja vídeo

Mulher acusa estabelecimento de se negar a compartilhar imagens de câmeras de segurança. Ela diz ainda ter sido expulsa após divulgar o caso

Luis Fellype Rodrigues12/06/2026 10:19, atualizado 12/06/2026 11:02
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Moradora do DF diz que filho foi agredido em resort de luxo: “Eu vi”

Uma turista do Distrito Federal denunciou que o filho, de 6 anos, teria sido agredido por uma monitora em um resort de luxo localizado em Japaratinga, no litoral norte de Alagoas. O caso ganhou repercussão após a mãe da criança publicar vídeos, nessa quinta-feira (11/6), cobrando a divulgação de imagens de segurança do estabelecimento.

Assista:

Segundo o relato da mãe, a terapeuta capilar Eloísa Roque (foto em destaque), o garoto teria sido agredido dentro da brinquedoteca do resort, que nega o caso (leia nota completa abaixo). Ela diz que presenciou o momento em que uma funcionária atingiu a cabeça da criança.

“Eu vi. Eu estava lá. Ninguém me contou”, assegura Eloísa.

A mulher alega ainda que, de início, o resort se recusou a ceder gravações de câmeras de segurança. “Já que estão dizendo que não houve agressão, libera as imagens”, cobrou.

Após insistir junto à administração do resort e ameaçar chamar a polícia, a mãe do garoto conseguiu assistir às imagens, mas não teria sido permitida a obtenção de uma cópia do material.

A moradora do DF registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Alagoas (PCAL). O Metrópoles fez contato com a corporação para saber atualizações sobre a investigação do caso e aguarda retorno.

Suposta expulsão

Eloísa Roque aponta também que teria sido obrigada a deixar o quarto que estava hospedada junto com o companheiro e os dois filhos após a repercussão do caso nas redes.

“Já vieram mandar eu sair do resort porque eu levei a público a agressão que fizeram com o meu filho. Estão pedindo para eu sair com minha reserva cancelada e ficar (fora do resort) no sol”, relatou.

“Eu paguei R$ 20 mil para passar por essa humilhação.”

Por fim, a mulher afirmou que pretende recorrer à Justiça. “Já estamos entrando com ação judicial. Quando eu tiver acesso às imagens, vou mostrar quem está falando a verdade”, disse.

O que diz o resort

Em nota, a Amarante, administradora do Japaratinga Lounge Resort, pontuou que as imagens sobre a suposta agressão envolvendo uma criança foram analisadas internamente e que não teria havido identificação de agressão por parte de colaboradores ou terceiros. A empresa diz ainda que as imagens foram apresentadas à hóspede e estão à disposição das autoridades competentes.

Leia a nota na íntegra:

A Amarante, administradora do Japaratinga Lounge Resort e do Salinas Maceió, esclarece que a hospedagem da família no Japaratinga Lounge Resort foi cumprida regularmente, com encerramento na data de hoje.

O horário de check-out do resort é ao meio-dia. Ainda assim, a saída da família ocorreu após o almoço, por volta das 14h.

Em relação ao relato de suposta agressão envolvendo uma criança, informamos que as imagens disponíveis foram analisadas internamente e não identificaram qualquer evidência de agressão por parte de colaboradoras ou terceiros. As imagens também foram apresentadas à hóspede e estão à disposição das autoridades competentes.

Ressaltamos que o compartilhamento de registros do sistema interno de segurança deve observar a legislação vigente e os princípios de proteção à privacidade, especialmente por envolver imagens de crianças, hóspedes, colaboradores e terceiros. Por essa razão, tais imagens somente podem ser disponibilizadas mediante solicitação formal das autoridades competentes ou determinação judicial.

Durante a condução da ocorrência, foram registrados episódios de tumulto, ameaças e agressões verbais direcionadas a colaboradores do resort, situação que exigiu a atuação da equipe de segurança e o acionamento da autoridade policial para garantir a tranquilidade dos demais hóspedes e a segurança das pessoas envolvidas.

Em razão desses fatos e conforme previsto nas normas internas de convivência e hospedagem, a Amarante decidiu cancelar a diária subsequente que havia sido reservada no Salinas Maceió, empreendimento que também integra o grupo. A medida foi adotada em decorrência das condutas registradas durante o episódio e não possui qualquer relação com o direito da hóspede de registrar ocorrência ou buscar a apuração dos fatos junto às autoridades.

A Amarante informa ainda que prestou o suporte necessário para que a família pudesse organizar sua continuidade de viagem.

O grupo permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com a apuração dos fatos e adotará as medidas cabíveis para resguardar seus colaboradores e sua imagem institucional, sempre com responsabilidade, transparência e respeito às pessoas envolvidas.

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