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Moradia

Ocupação de sem-teto no Sol Nascente aumenta. GDF diz que "monitora"

No sábado (21/4), cerca de 800 pessoas chegaram à região. Nesta segunda (23), organização do MTST contabilizou 1.200

23/04/2018 13:42, atualizado 23/04/2018 18:20
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Hugo Barreto/Metrópoles
Ocupação de sem-teto no Sol Nascente aumenta. GDF diz que “monitora”

A ocupação de uma área no Sol Nascente, em Ceilândia, não para de crescer. A invasão começou no sábado (21/4) com 800 pessoas e já contava, nesta segunda (23), com 1.200, segundo os organizadores. A intenção do grupo, liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), é permanecer no local até que o GDF assegure a eles o direito à moradia.

“Se o governo garantir uma solução concreta para essas famílias, também iremos agir de forma colaborativa. Caso contrário, a resistência permanece”, afirma Thiago Ávila, 31 anos, um dos organizadores da ocupação.

Pela manhã, houve uma reunião do Palácio do Buriti. A Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) “comprometeu-se a, tão logo a greve dos assistentes sociais ser encerrada, fazer um mutirão de cadastramento das famílias e classificá-las, dentro da lei, segundo a situação de vulnerabilidade para que sejam atendidos em suas demandas de acordo com a política pública da pasta”.

O governo informou ainda que a Subsecretaria de Movimentos Sociais e Participação Popular, da Casa Civil, está monitorando a ocupação para que o patrimônio público do local não seja depredado.
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De acordo com o MTST, as famílias que estão no local são do próprio do Sol Nascente, de outras regiões de Ceilândia e de Samambaia. Algumas, inscritas há mais de duas décadas em programas da Codhab para ter direito a moradia: “Estamos aqui reivindicando moradia para essas pessoas. Brasília deveria ser um lugar planejado, mas não é isso que ocorre. O DF é um dos locais mais desiguais do nosso país”.
A área ocupada está coberta por barracos de lona e uma viatura da Polícia Militar faz a vigilância do local.