Ministro fala em preferência no STJ e colega brinca: “Está no YouTube”

Em tom leve, ministro Otávio de Almeida Toledo se despediu da Sexta Turma do STJ e brincou com os colegas. “A Sexta Turma é bem melhor”

atualizado

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1 de 1 ministro-stj-otavio-toledo - Foto: Reprodução/YouTube

Na abertura do julgamento dos recursos sobre a condenação da arquiteta Adriana Villela, na tarde desta terça-feira (2/9), o ministro Otávio de Almeida Toledo se despediu da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em tom leve, o magistrado fez agradecimentos e brincou com os colegas.

“Agradeço profundamente a todos os senhores, ao presidente à época da minha convocação, ministra Maria Thereza, ao atual presidente e especialmente a essa Sexta Turma que me ensinou e me ensina todos os dias”, declarou Toledo.

“Agradeço também os colegas da Quinta Turma, quando compomos a sessão, mas preciso dizer que a Sexta Turma é bem melhor”, brincou, arrancando risadas dos companheiros. “Está gravado no YouTube, hein”, respondeu um dos colegas.

“Saio daqui com a alma lavada e a sensação de dever cumprido, encerrou Toledo.

O julgamento

Adriana Villela foi condenada a 61 anos de prisão como mandante do triplo homicídio dos pais e da empregada da família, em 2009. O caso ficou conhecido como Crime da 113 Sul, em referência ao endereço onde ocorreram os assassinatos.

Estão em discussão no STJ os recursos da defesa e da acusação. Por um lado, advogados pedem a anulação do júri que condenou Adriana Villela. A defesa alega que o crime foi um latrocínio e que as investigações falharam ao não considerar os álibis da arquiteta que a deixariam distante do local do crime no fatídico dia.

O Ministério Público, por outro lado, pede a prisão imediata da arquiteta, que recorreu da sentença em liberdade. Para a acusação, o crime foi cometido devido a desavenças financeiras entre a filha e os pais. O ex-porteiro do Bloco C da 113 Sul foi acusado de receber dinheiro da arquiteta para simular um assalto à casa da família, antes de matar as vítimas a facadas.


Crime da 113 Sul

  • Em agosto de 2009, José Guilherme, Maria e Francisca foram mortos no apartamento da família, no 6º andar de um prédio na 113 Sul.
  • As vítimas foram golpeadas com mais de 70 facadas pelos autores do crime.
  • No julgamento de 2019, o porteiro do prédio à época, Paulo Cardoso Santana, foi condenado a 62 anos de prisão por ter matado as vítimas. Considerados coautores, Leonardo Campos Alves e Francisco Mairlon tiveram penas fixadas em 60 e 55 anos, respectivamente.
  • Metrópoles contou o caso com riqueza de detalhes no podcast Revisão Criminal. Em sete episódios, as teses da defesa e da acusação foram explicadas com profundidade.

 

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