Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Ministro fala em preferência no STJ e colega brinca: "Está no YouTube"

Em tom leve, ministro Otávio de Almeida Toledo se despediu da Sexta Turma do STJ e brincou com os colegas. "A Sexta Turma é bem melhor"

02/09/2025 13:35
Reprodução/YouTube
Ministro fala em preferência no STJ e colega brinca: “Está no YouTube”

Na abertura do julgamento dos recursos sobre a condenação da arquiteta Adriana Villela, na tarde desta terça-feira (2/9), o ministro Otávio de Almeida Toledo se despediu da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em tom leve, o magistrado fez agradecimentos e brincou com os colegas.

“Agradeço profundamente a todos os senhores, ao presidente à época da minha convocação, ministra Maria Thereza, ao atual presidente e especialmente a essa Sexta Turma que me ensinou e me ensina todos os dias”, declarou Toledo.

“Agradeço também os colegas da Quinta Turma, quando compomos a sessão, mas preciso dizer que a Sexta Turma é bem melhor”, brincou, arrancando risadas dos companheiros. “Está gravado no YouTube, hein”, respondeu um dos colegas.

“Saio daqui com a alma lavada e a sensação de dever cumprido, encerrou Toledo.

O julgamento

Adriana Villela foi condenada a 61 anos de prisão como mandante do triplo homicídio dos pais e da empregada da família, em 2009. O caso ficou conhecido como Crime da 113 Sul, em referência ao endereço onde ocorreram os assassinatos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Estão em discussão no STJ os recursos da defesa e da acusação. Por um lado, advogados pedem a anulação do júri que condenou Adriana Villela. A defesa alega que o crime foi um latrocínio e que as investigações falharam ao não considerar os álibis da arquiteta que a deixariam distante do local do crime no fatídico dia.

O Ministério Público, por outro lado, pede a prisão imediata da arquiteta, que recorreu da sentença em liberdade. Para a acusação, o crime foi cometido devido a desavenças financeiras entre a filha e os pais. O ex-porteiro do Bloco C da 113 Sul foi acusado de receber dinheiro da arquiteta para simular um assalto à casa da família, antes de matar as vítimas a facadas.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Crime da 113 Sul

  • Em agosto de 2009, José Guilherme, Maria e Francisca foram mortos no apartamento da família, no 6º andar de um prédio na 113 Sul.
  • As vítimas foram golpeadas com mais de 70 facadas pelos autores do crime.
  • No julgamento de 2019, o porteiro do prédio à época, Paulo Cardoso Santana, foi condenado a 62 anos de prisão por ter matado as vítimas. Considerados coautores, Leonardo Campos Alves e Francisco Mairlon tiveram penas fixadas em 60 e 55 anos, respectivamente.
  • Metrópoles contou o caso com riqueza de detalhes no podcast Revisão Criminal. Em sete episódios, as teses da defesa e da acusação foram explicadas com profundidade.