Ministério Público instaura inquérito para investigar “rachadinha” na CLDF

Segundo o Diário Oficial da União, o MPDFT e o MPF vão apurar prática de retorno dos salários de servidores a deputado distrital

atualizado 16/09/2020 13:08

CLDFRafaela Felicciano/Metrópoles

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), instaurou inquérito civil para investigar a prática de “rachadinha” na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A ação ocorre em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com portaria publicada, nesta quarta-feira (15/9), no Diário Oficial da União, o MPDFT e o MPF vão “apurar indícios de improbidade administrativa e de outros ilícitos em decorrência da eventual prática de solicitação de contribuição mensal por parte de servidores no Gabinete de Deputado Distrital”.

No documento, não há indicação a qual parlamentar pertence o gabinete. A chamada “rachadinha” ocorre quando o político negocia com funcionários a devolução de parte dos vencimentos dos servidores.

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A reportagem entrou em contato com a assessoria da Câmara Legislativa e aguarda o posicionamento do órgão.

Operação Escalada

Em dezembro do ano passado, policiais da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor) cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Plano Piloto e no Gama por causa da denúncia de pagamento de “rachadinha” na CLDF, na segunda fase da Operação Escalada.

O inquérito policial investigou oito pessoas. A primeira fase da operação foi em setembro de 2019. Na ocasião, o comissionado Deivid Lopes Ferreira foi alvo de mandado de prisão temporária.

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