Operação da Polícia Civil apura denúncia de “rachadinha” na CLDF

Policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Plano Piloto e no Gama

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 02/12/2019 11:49

A denúncia de pagamento de “rachadinha” na Câmara Legislativa é alvo da segunda fase da Operação Escalada. Policiais da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor) cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Plano Piloto e no Gama, nas primeiras horas desta segunda-feira (02/11/2019). O inquérito policial investiga oito pessoas.

A chamada “rachadinha” ocorre quando o político negocia com funcionários a devolução de parte dos vencimentos dos servidores. A primeira fase da operação foi em setembro. Na ocasião, o comissionado Deivid Lopes Ferreira foi alvo de mandado de prisão temporária.

Ele é suspeito de tráfico de influência e falsidade ideológica, além de outros crimes, que estão em apuração. À época, a PCDF também cumpriu outros dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ferreira.

Foram apreendidos uma dezena de cartões de crédito em nome de terceiros, o telefone pessoal do suspeito e ocorrências policiais impressas da 19ª DP (P Norte), que foi chefiada pelo delegado Fernando Fernandes (Pros), que reassumiu a vaga de distrital recentemente.

O assessor seria indicação de Fernando Fernandes. Ele passou a ocupar o cargo de chefe de gabinete de Telma Rufino (Pros) em fevereiro, com salário de aproximadamente R$ 17 mil, sem contar os complementos. A parlamentar não é investigada.

Fernandes nega que tenha indicado Deivid Lopes Ferreira. “No entanto teve, sim, o meu aval para trabalhar no gabinete, devido à sua experiência legislativa. Estava habilitado legalmente para trabalhar naquela Casa”, ressaltou na ocasião.

Para cumprir os mandados, os policiais civis foram em uma casa no Gama e em um flat no Setor Hoteleiro Norte, onde o suspeito acabou preso.

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