Michelle Bolsonaro lamenta morte de jovem agredido por ex-piloto

Ex-primeira-dama prestou solidariedade à família de Rodrigo Castanheira e citou passagem bíblica

atualizado

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1 de 1 rodrigo-michelle-bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes sociais

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro lamentou em suas redes sociais, neste domingo (8/2), a morte do jovem Rodrigo Castanheira. O adolescente morreu nesse sábado (7/2) após ser agredido pelo ex-piloto da Fórmula Delta, Pedro Turra, de 19 anos.

A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu justiça pela morte do adolescente e citou uma passagem bíblica.

“Que o consolo esteja com esta família que chora pela partida do Rodrigo. Cremos na justiça de Deus e que ele está com o nosso Pai, em um lugar onde não existe mais dor. Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá. (João 11:25)”, disse a ex-primeira dama.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também homenageou o jovem Rodrigo e disse que entrará em contato com a família. “Eu já vou deixar registrado que doravante vou entrar neste caso. Até agora eu orei e chorei. Mas agora vou me unir ao advogado da família para garantir que a justiça seja aplicada. Como mãe eu consigo imaginar a dor da família do Rodrigo. Que Deus conforte a mãe, o pai, os amigos e familiares”, contou.

“Eu não quero mais nenhuma mãe no DF e no Brasil chorando pela perda de um filho para a violência. Eu vou lutar por justica para o Rodrigo e farei isso com todo meu empenho. Eu já estou lutando para que grandes mudanças legislativas aconteçam”, relatou a senadora.

Damares disse ter acompanhado o caso desde o início e disse está abalada. “Te encontro no céu Rodrigo. Até breve!”, se despediu a parlamentar.

Uma morte que abalou o DF

A morte de Rodrigo chocou moradores do Distrito Federal nesta semana e reacendeu o debate sobre violência entre jovens.

O estudante não resistiu às graves lesões sofridas após uma briga ocorrida em Vicente Pires. Ele foi socorrido em estado crítico, com traumatismo craniano, e permaneceu intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Águas Claras. Apesar dos esforços médicos, morreu em decorrência das complicações.

O corpo do adolescente, morto aos 16 anos após duas semanas internado em estado grave, foi velado em cerimônia reservada, na tarde deste domingo (8/2) em uma igreja evangélica.

O principal envolvido no caso, Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto da Fórmula Delta, teve a prisão preventiva decretada e foi detido no dia 30/1. Ele foi encaminhado à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires). Anteriormente, havia sido liberado após pagamento de fiança. Atualmente está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), no complexo da Papuda.

Como a briga começou

Segundo a investigação, a confusão teve início na noite do dia 22/1. Testemunhas relataram que o suspeito teria jogado um chiclete mascado em um amigo da vítima. Após provocações, os dois adolescentes passaram a se agredir fisicamente.

Vídeos gravados no local mostram o momento em que um soco faz Pedro bater violentamente a cabeça contra um carro. O impacto o deixou desacordado. Ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido.

Investigação e novas acusações

O novo pedido de prisão foi solicitado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Durante coletiva de imprensa, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, apresentou detalhes adicionais e afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios violentos, incluindo a suposta agressão com uso de taser contra uma adolescente. A defesa contestou as declarações, alegando que a caracterização psicológica do suspeito extrapola a competência policial.

Também vieram à tona registros de ocorrências anteriores, como:

  • agressão em praça pública após desentendimento;
  • briga de trânsito com um motorista de 49 anos;
  • denúncia de coação contra uma adolescente para consumo de bebida alcoólica.

Todos os casos seguem sob investigação. Com a confirmação da morte, a tipificação do crime pode ser alterada para lesão corporal com resultado morte ou até homicídio, o que aumenta a gravidade da acusação e a pena prevista.

 

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