Médico internado há 1 ano resgata memórias de família em ida ao cinema
Segundo a filha de Clóvis, médico tinha o hábito de levar ela e suas irmãs ao cinema, onde assistiam sessões duplas e até triplas de filmes
atualizado
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A ida do médico Clóvis Roberto Puttini, 72 anos, ao cinema fez o pediatra resgatar memórias da infância com as filhas, quando fazia parte das atividades da família ir ao cinema com frequência. Internado há quase um ano no Hospital de Brasília, ele ganhou uma saída para ir ao cinema com a família nesta sexta-feira (23/1).
A ação foi foi proposta por profissionais do hospital que pensaram em fazê-lo se desconectar, mesmo que apenas por algumas horas, da rotina de internação, e se reconectar com a família e com o lazer.
“É um divertido, sair da rotina. Quase um ano de hospitalização, né? Então é um bom programa”, afirmou o médico.
Segundo a filha de Clóvis, Mariana Puttini o médico tinha o hábito de levar ela e as irmãs ao cinema e assistiam vários filmes em sequência.
“Nós costumávamos fazer sessões duplas, e, em alguns dias, chegávamos a assistir até três filmes seguidos”, conta.
O filme escolhido para a sessão foi Tom e Jerry. O que garantiu uma tarde alegria a Clóvis, a família e a equipe médica.
- Clóvis, que é pediatra, está tratando uma complicação que teve de uma inflamação na vesícula;
- Ele está clinicamente estável, em acompanhamento contínuo lá no Hospital Brasília;
- A longa internação motivou a equipe a propor a ação de humanização;
Proposta
A ideia surgiu quando a longa permanência dele no hospital começou a impactar seu estado emocional, além de causar desânimo, pouca disposição para participar das atividades propostas e dificuldade de se engajar nas terapias voltadas à recuperação.
Então, os profissionais chegaram a uma conclusão e pensaram em uma proposta simples: permitir que o paciente deixasse o quarto, mudasse de ambiente e tivesse uma tarde deliciosa ao lado de quem ama e cuida dele.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações da humanização adotadas pelo Hospital Brasília, que buscam ampliar o cuidado para além dos protocolos médicos.
“Acreditamos que cuidar vai além do tratamento clínico. Colocar as pessoas no centro do cuidado também significa olhar para o emocional, para a história e para aquilo que dá sentido à vida de cada paciente”, afirma Julio Mott, diretor do Hospital Brasília.






