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Eleições 2026Distrito Federal

Médica que mandou trancar petistas durante eleições é demitida de hospital

Marcella Segato de Sousa Melo orientou profissionais de saúde a não concederem alta a pacientes petistas durante o 1º turno das eleições

08/10/2026 14:24
Reprodução
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A médica ginecologista e obstetra Marcella Segato de Sousa Melo, profissional terceirizada que atuava no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi demitida do cargo. O nome de Marcella veio à tona após a profissional falar, em um grupo de médicos da unidade, para que ninguém concedesse alta a pacientes petistas durante o fim de semana de eleições.

A informação da demissão foi confirmada ao Metrópoles pela unidade. Nessa quarta-feira (7/10), o hospital havia dito em nota, que a médica já estava afastada do cargo. “A profissional foi afastada da escala e não retornará [às atividades]”, destacaram. Nesta quinta-feira (8/10), informaram que a Marcella foi demitida.

O Hospital Municipal também destacou que Marcella utilizou um grupo interno de médicos para dar a ordem, e que as manifestações são de caráter pessoal de seus participantes.

“O hospital ressalta, ainda, que manifestações ou preferências políticas de caráter pessoal não se confundem com as condutas médicas e assistenciais adotadas na unidade”, pontuaram.

Marcella Segato de Sousa Melo foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) através de uma denúncia apresentada pelo advogado Alan Henrique Silva Marques.

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Entenda

Na última sexta-feira (2/10), antes da votação para o primeiro turno das eleições, a profissional de saúde mandou a seguinte mensagem no grupo de médicos: “Boa sexta a todos. Quem estiver na enfermaria no domingo, não é para dar alta para ninguém, a maioria é petista”.

Um integrante respondeu a mensagem com uma figurinha com o rosto o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo sinal de positivo. Outros 12 integrantes do grupo reagiram a mensagem com emojis de risada, joinha e bandeira do Brasil. 

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Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que as denúncias relacionadas à médica são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.

O que diz a médica

Em nota à imprensa, Marcella Segato de Sousa Melo pediu desculpas aos pacientes e familiares, bem como ao hospital e aos colegas de trabalho. “Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional”, afirmou.

A profissional destacou que essas mensagens não se transformaram em conduta nem resultaram em procedimentos inadequados. “Nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada. Todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos, como sempre ocorreu”, pontuou.