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Distrito Federal

Mais 3 Casas da Mulher Brasileira serão erguidas no DF, diz secretária

Secretária Giselle Ferreira promete construção em até oito meses após a assinatura de ordem de serviço, prevista para próxima terça-feira

09/05/2023 17:48, atualizado 10/05/2023 08:40
Hugo Barreto / Metrópoles
Mais 3 Casas da Mulher Brasileira serão erguidas no DF, diz secretária

O Distrito Federal vai contar com mais três Casas da Mulher Brasileira. A ordem de serviço para a construção das unidades deverá ser assinada na próxima terça-feira (16/5) e atenderá São Sebastião, Sobradinho e Recanto das Emas. A previsão de entrega é de oito meses após a assinatura do documento. As informações são da secretária da Mulher, Giselle Ferreira, em entrevista ao vivo para o Metrópoles nesta terça (9/5).

Assista:

“A gente precisa levar esses equipamentos públicos onde mais precisa”, garantiu a secretária. A gestora explicou que as casas permitem às mulheres apoio para as vítimas. “É nesse lugar que a mulher procura para sair do ambiente de vulnerabilidade”, destacou a secretária.

Giselle ainda adiantou que o plano é construir uma nova unidade no Sol Nascente.

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“A violência só aumenta. Ela começa com um empurrão até chegar no feminicídio de fato. Por isso a gente precisa trabalhar com estratégias para interromper o ciclo”. Segundo Giselle, a informação adequada é uma das formas para inibir o agressor. Mulheres com dúvidas jurídicas podem entrar em contato pelo número 129, ramal 2, e buscar orientação sobre guarda.

Feminicídio

Nesta terça-feira, o DF registrou mais um caso de feminicídio. A vítima foi morta a facadas, em Samambaia Sul, e o agressor fugiu com o filho do casal. Considerados os casos divulgados neste ano, o total de crimes desse tipo chegou a 13, em cinco meses.

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Ela comanda a pasta desde janeiro último
Antes, atuou como chefe da pasta distrital de Esporte e Lazer, em 2020, e secretária-executiva de Políticas do Esporte do mesmo órgão
Metrópoles entrevista secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira
A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira
O Metrópoles entrevistou, nesta terça-feira (9/5), a secretária da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira.
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O Metrópoles entrevistou, nesta terça-feira (9/5), a secretária da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira.

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Ela comanda a pasta desde janeiro último
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Ela comanda a pasta desde janeiro último

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Antes, atuou como chefe da pasta distrital de Esporte e Lazer, em 2020, e secretária-executiva de Políticas do Esporte do mesmo órgão
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Antes, atuou como chefe da pasta distrital de Esporte e Lazer, em 2020, e secretária-executiva de Políticas do Esporte do mesmo órgão

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A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira

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A secretária destacou que 70% das vítimas de violência doméstica não procuram ajuda e reforçou a importância da denúncia desses casos. “Começa com um empurrão, um xingamento e pode terminar em feminicídio”, enfatizou.

Quem puder reportar crimes contra a mulher deve entrar em contato com a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou com a Polícia Civil (197). Outra opção é o Ligue 180 ou o WhatsApp 61 960-100-180.

Giselle Ferreira acrescentou que a Casa da Mulher Brasileira fica aberta 24 horas, assim como as delegacias de polícia, e que há unidades especializadas vinculadas à secretaria para atender vítimas desse tipo de crime: os Centros Especializado de Atendimento à Mulher (Ceams).

Ações governamentais

Para a chefe da Secretaria da Mulher, o Estado tem papel fundamental de apoiar as mulheres vítimas de violência. Em 7 de fevereiro, o governo local criou uma força-tarefa para, em 45 dias, apresentar um relatório com medidas possíveis de adoção no DF.

O grupo, composto por integrantes de mais de 10 instituições, definiu 145 ações até o momento. E planeja mais 37 ações. “Elas devem ser integradas com outros órgãos. A pauta da violência contra a mulher não é apenas da secretaria. Precisamos levar, também, a campanhas para as crianças, temos de criar meninos e meninas do mesmo jeito e respeitando o próximo”, comentou.

Perfil

Giselle é servidora de carreira da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) e integrante da organização não governamental internacional Women’s Democracy Network (WDN) — Rede da Democracia Feminina, em tradução literal do inglês.

No currículo, ela tem palestras ministradas na International Women’s Day Conference, em Washington (EUA); na Conferência Regional de Latinoamérica y el Caribe, em Lima (Peru); e na Conferência Regional de Latinoamérica y el Caribe, em Buenos Aires (Argentina).