Mãe espanca a própria filha, grava as cenas e manda para o companheiro

Mulher chegou a ser presa, mas foi liberada em seguida. Criança foi resgata pela PCDF e está sob cuidados da avó paterna

atualizado

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Wey Alves/Especial Metrópoles
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1 de 1 urso de pelúcia - Metrópoles - Foto: Wey Alves/Especial Metrópoles

Uma menina de 1 ano e 1 mês foi agredida pela própria mãe, em casa, no Itapoã (DF). A autora das agressões gravou todo o crime e encaminhou os vídeos ao pai da criança. O Metrópoles teve acesso às imagens, mas decidiu não reproduzí-las porque são muito violentas.

Nas imagens, a mulher dá dois tapas no rosto da menina, que está sentada em uma cama, e depois a empurra, fazendo-a chorar. Ela também aponta uma faca para a pequena e insinua ao pai dela que a mataria.

“Aqui, ó, nessa desgraça, ó”, pragueja a mãe, enquanto a criança chora.

Em seguida, ela ameaça a garota usando uma faca e manda um recado ao pai dela. “Aqui, ó. Tu duvida?! Tu duvida?!”

Depois, a suspeita empurra a filha contra a cama. “Tua filha aqui, ó. Tu não tá nem aí, ó. Olha aí o que eu faço com essa desgraça”, grita a mulher.

Segundo familiares da família paterna da criança agredida, os pais da menina tiveram uma briga em 17 de março, onde o homem teria batido na companheira e fugido em seguida. As agressões cometidas pela mãe da bebê e gravadas por ela teriam ocorrido no dia seguinte. A intenção da mulher seria causar medo no indivíduo.

Em 25 de março, a família paterna da criança teve acesso aos vídeos. “Nós nos assustamos muito. No mesmo dia, a gente registrou boletim de ocorrência”, conta uma parente, que terá o nome preservado.

“Assim que tomamos ciência do vídeo, no dia 25, nós fomos à delegacia. A Polícia Civil (PCDF) disponibilizou equipes para ir em busca da criança, mas não a encontramos. No dia seguinte, o Conselho Tutelar do Park Way entrou em contato conosco e com as autoridades, informando que haviam encontrado a mãe e a menina e um abrigo. A PCDF foi ao local, deteve a suspeita e resgatou a bebê”, explica a familiar da menina.

Hoje, a menina de 1 ano e 1 mês está com a avó paterna, na casa da família, no Lago Norte (DF). A mãe da criança chegou a ser presa, mas foi liberada em seguida.

“De bar em bar com essa criança”

Após a família registrar boletim de ocorrência contra a agressora, o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) concedeu medida protetiva contra ela, proibindo-a de se aproximar da filha. Ela também havia feito ocorrência contra o companheiro, e a Justiça havia concedido medida protetiva em desfavor dele. Portanto, os pais estão proibidos de se aproximar da pequena.

Para a família paterna da garota, este é o melhor cenário possível para evitar novos episódios de maus-tratos.

“O histórico de agressões entre eles é grande. Eles viviam de bar em bar com essa criança até 5 da manhã. Estamos em contato com testemunhas e juntando mais provas para que a criança não volte à rotina absurda que ela vivia”, conta a parente da menina. “Eles são usuários de álcool e drogas e levavam uma vida conturbada, marcada por brigas, envolvendo a filha de apenas 1 ano nesta situação”.

Após o contato do Conselho Tutelar, a família descobriu que a criança vivia em condições insalubres. “A casa dela estava sempre suja, com insetos andando por todos os lados. As roupas dela estavam mofadas, rasgadas. Ela não tinha comida e nem brinquedos. O direito dela de ser criança foi tomado com toda essa situação”, descreve.

A familiar espera que, daqui em diante, a criança tenha “paz, segurança e vida digna”. “Sobre a genitora queremos que a justiça seja feita. O que aconteceu não pode ser ignorado. Quanto ao pai, esperamos que tudo seja apurado com muita responsabilidade. Nosso compromisso agora é com o bem-estar dela, com a segurança dela e com o futuro dela”, encerra.

O caso é investigado por parte da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

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