Mãe de bebê ucraniano organiza ato no DF: "Amigos morrendo com bombas"
Protesto ocorrerá na tarde desta sexta-feira (4/3), no Parque Olhos D'Água, na Asa Norte. Bebê foi gestacionado por ucraciana

Mãe da pequena Lua, criança ucraniana de 2 anos, a especialista e consultora em negócios internacionais, Deise Klein Leobet, 51, e outras mães no Distrito Federal organizam na tarde desta sexta-feira (4/3), no Parque Olhos D’Água, na Asa Norte, um ato de protesto pelo fim do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Lua nasceu em Kharkiv — segunda maior cidade da Ucrânia, localizada na fronteira com a Rússia — por meio do ventre de substituição de uma mulher ucraniana. Deise optou pelo formato de se gerar uma criança após ser diagnosticada com infertilidade e ter dificuldades para adotar — por conta das constantes mudanças de país motivadas pelo trabalho.
“Minha filha só foi possível por conta da ajuda deles”, revela. “Isso nos unes, temos um elo muito forte com o povo ucraniano”. “Eu conheço muito bem a região da Ucrânia e da Rússia. Morei quase 20 anos na Europa, pois trabalhava para um grupo internacional”, completou.

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Ver todasA iniciativa foi compartilhada por meio de um grupo de mães da Asa Norte, no WhatsApp. Os presentes desta sexta vestirão branco, levarão cartazes, e tentarão plantar árvores para demonstrar esperança. “São mães se solidarizando com mães do outro lado do hemisfério”, completa Deise.
Apesar de estar em contato com conhecidos na Europa a fim de abrigar refugiados, e também estar trabalhando para angariar fundos, Deise acredita que atos aqui no Brasil também são necessário.
“Eu acredito que não basta a gente ficar indignado. A gente tem de colocar nosso tempo e nossa energia para tentar mudar o mundo”, defende. “Hoje a guerra é lá, mas amanhã pode ser aqui”.
A ideia do protesto surgiu após contato com uma amiga ucraniana. “Recebi uma mensagem de despedida de uma mãe que me ajudou muito lá na Ucrânia, porque não sabia quanto tempo eles iriam continuar vivos”, conta. “Tenho muitos amigos lá que estão morrendo por bombas. É muito triste”.










