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Distrito Federal

Luta contra câncer: 368 pessoas esperam na fila por radioterapia no DF

Além da fila da radioterapia, 12 pacientes esperam por braquiterapia, procedimento voltado apenas para tratamentos em partes íntimas

29/02/2024 03:00, atualizado 29/02/2024 14:14
Material cedido ao Metrópoles
paciente - Metrópoles

Edite Camargo de Souza (foto em destaque), 56 anos, não é única paciente diagnosticada com câncer à espera da radioterapia no Distrito Federal. Segundo um levantamento produzido pela Defensoria Pública (DPDF), 368 pessoas aguardam pelo mesmo tratamento, na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a maior parte dos pacientes, o tratamento precisa ser iniciado com urgência. De acordo com a pesquisa, 111 têm classificação vermelha. Ou seja, precisam de cuidado o quanto antes, sob risco de morte. Percentualmente, representam 30% da fila.

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Além da radioterapia, também existe a fila da braquiterapia. É um tipo procedimento “interno”. É um tratamento local para apenas uma parte específica do corpo. Neste caso, 12 pessoas aguardam tratamento.

Edite aguarda por tratamento desde julho de 2023. Sem a radioterapia, o câncer na parte íntima avançou agressivamente. A paciente passou a sofrer fortes dores.

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A parte intima foi tomada por uma ferida com odor forte, e marcada por secreções constantes. Apesar dos pedidos de tratamento e do sofrimento da paciente, a família não conseguia atendimento. Apenas dipirona foi recomendada.

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Edite sofre dos efeitos de um câncer na parte íntima
A paciente sofre com forte dores e com um ferida crescente na região íntima
No DF, 368 pacientes com câncer aguardam na fila da radioterapia. A exemplo de dona Edite
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No DF, 368 pacientes com câncer aguardam na fila da radioterapia. A exemplo de dona Edite

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Edite sofre dos efeitos de um câncer na parte íntima
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Edite sofre dos efeitos de um câncer na parte íntima

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A paciente sofre com forte dores e com um ferida crescente na região íntima
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A paciente sofre com forte dores e com um ferida crescente na região íntima

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Diante da piora, a família buscou socorro no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Edite ficou na enfermaria e recebeu tratamento. Na terça-feira (27/02), recebeu alta e a indicação do começo do tratamento de radioterapia pela rede pública.

“A princípio fomos bem tratadas. Mas minha irmã ainda sofre muito. A ferida continua aberta e com secreção. Esperamos que desta vez ela receba a radioterapia”, contou Marizi Camargo de Souza, 65, irmã de Edite.

Lei desrespeitada

Segundo a Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012, pacientes com neoplasia têm até 60 dias para iniciar tratamento. Ou seja, do ponto de vista legal, a demora no começo do tratamento de Edite está na contramão da legislação.

Luta contra câncer: 368 pessoas esperam na fila por radioterapia no DF