Leilão da Terracap tem terreno no Polo JK e bancas de jornal no Noroeste

A agência retoma seu ritmo mensal de vendas de imóveis abertas a todos pelo maior preço. Próximo certame será em 12 de novembro

atualizado 22/10/2020 12:26

Lote Polo JK Leilão Terracap

Depois do sucesso histórico do leilão de venda de imóveis do último dia 14, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) aprovou o modelo híbrido de recebimento de ofertas on-line e com envelope depositado na urna no dia da audiência, com transmissão no YouTube.

Agora, a agência marcou, para 12 de novembro, o próximo certame, que vai contar com 122 imóveis em várias cidades. São ofertas tanto comerciais quanto residenciais, com lances iniciais variando de R$ 56 mil, para 50m², no Riacho Fundo 2, a R$ 26,6 milhões, por 75 mil m², no Polo JK.

As condições de participação são: verificar todas as informações na página especial no site da Terracap e preencher a proposta com o preço ofertado. O valor é definitivo, não há disputa entre as proponentes no dia do leilão.

Depois, é preciso depositar a caução, correspondente a 5% do valor mínimo do imóvel, até 11 de novembro. Para confirmar a participação, duas opções: seguir o procedimento inteiramente on-line, ou utilizar o serviço de drive-thru, instalado na sede da estatal, para depositar o envelope com os documentos no dia 13, das 9h às 10h.

Na sessão transmitida ao vivo do auditório da sede da agência, todas as ofertas são lidas, sem preferência para o modo on-line ou presencial. No fim, o leiloeiro declara vencedor o maior preço ofertado por cada lote.

Os ganhadores têm até 10 dias para efetuar o pagamento total, ou do valor da entrada, entre 5% e 30% do imóvel, para, depois, assumir financiamento próprio da Terracap, que pode se estender por até 15 anos.

Projeções ofertadas

Há pelo menos uma oportunidade em 20 cidades do DF na venda de novembro. E as campeãs de ofertas são Samambaia, com 22, e Riacho Fundo 2, com 21. Estão também disponíveis mais de 10 unidades no Gama e no Noroeste.

Destinadas às empreiteiras, que usarão as projeções para construir prédios de apartamentos, áreas em Águas Claras e no Noroeste têm lance inicial acima de R$ 10 milhões. Mas o bem mais valioso, desta vez, é um grande terreno no Polo JK, em Santa Maria, que só poderá abrigar comércios, indústrias ou instituições.

Para os mesmos fins, há vários lotes, todos iguais, com 700 m² (com possibilidade de dois pavimentos), ao longo da Rua G da Quadra 5 do Setor Industrial de Sobradinho. Lance inicial em R$ 512 mil.

Em Samambaia, o comprador escolhe a destinação para vários lotes de 100 m² em diferentes quadras. Podem ser comerciais ou residenciais, com algumas restrições no último caso. Preços começam em R$ 118 mil.

No Noroeste, duas oportunidades incomuns: 15m² para instalar banca de jornais em duas quadras. Mesmo lance inicial: R$ 155 mil.

Em vários locais, há lotes com algum tipo de ocupação. Pode ser, simplesmente, uma grade ou um muro, com porta e cadeado. Mas há também casas de alvenaria e mesmo pessoas residindo. As regras da licitação são claras: a responsabilidade de desocupação é do comprador.

0
Obrigação de construir

Quem oferecer o maior lance e vencer a licitação precisa construir no terreno adquirido no prazo de 6 anos após receber a escritura. Segundo a Terracap, a exigência se trata do cumprimento da função social da propriedade e faz parte do papel de agência de desenvolvimento do DF.

A multa por não realizar construção no terreno após o prazo é de 2% do valor do contrato, e vai aumentando em 0,5% ao mês, após o sétimo ano.

Últimas notícias