Kriptacoin: investigadores encontram Lamborghini escondida em Anápolis

Grupo esconde também um helicóptero. Diante de novos fatos, os envolvidos no esquema devem responder por obstrução da Justiça

atualizado

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1 de 1 Lanborguini - Foto: Divulgação

Uma Lamborghini apreendida próximo a Anápolis (GO), nesta sexta-feira (22/9), indica que a organização criminosa acusada de aplicar golpe por meio da venda da moeda virtual Kriptacoin continua agindo mesmo depois da Operação Patrick, deflagrada na quinta (21) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). O veículo de luxo estava em um caminhão-caçamba e custa em torno de R$ 2 milhões. O Metrópoles apurou que um advogado era responsável por encobrir o bem.

Diante de novos fatos, os investigadores podem indiciar os acusados, além de pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsificação de documentos e criação de pirâmide financeira, por obstrução da Justiça. O Ministério Público deve oferecer denúncia contra os envolvidos até o começo da próxima semana.

Os investigadores descobriram que, além da Lamborghini, o grupo esconde um helicóptero. Foi encontrada ainda uma conta com R$ 2 milhões em nome de um “laranja”. Os agentes acreditam que os golpistas tenham camuflado o dinheiro captado na Kriptacoin por meio da compra de bitcoins, que é uma moeda virtual verdadeira com alta cotação no mercado.

Na quinta (21), 11 pessoas foram presas. Entre elas, os irmãos Weverton e Welbert Marinho, que seriam os chefes da organização. Delegados, promotores e agentes de polícia cumpriram 13 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão no Distrito Federal, em Águas Lindas de Goiás e em Goiânia. Duas pessoas continuam foragidas.

A 8ª Vara Criminal de Brasília também autorizou a quebra de sigilo bancário e das redes sociais, e o bloqueio de bens dos envolvidos.

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Carro de luxo apreendido em Anápolis nesta sexta (22)
Além dos presidentes da empresa, os diretores também foram alvo da polícia
Os presos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE)
Cerca de 40 mil pessoas investiram na moeda falsa
Empresas foram cadastradas em nome de laranjas
Lamborghini apreendida nesta sexta-feira (22/9) em Anápolis
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Lamborghini apreendida nesta sexta-feira (22/9) em Anápolis

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Carro de luxo apreendido em Anápolis nesta sexta (22)
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Carro de luxo apreendido em Anápolis nesta sexta (22)

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Além dos presidentes da empresa, os diretores também foram alvo da polícia
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Além dos presidentes da empresa, os diretores também foram alvo da polícia

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Os presos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE)
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Os presos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE)

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Cerca de 40 mil pessoas investiram na moeda falsa
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Cerca de 40 mil pessoas investiram na moeda falsa

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Empresas foram cadastradas em nome de laranjas
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Empresas foram cadastradas em nome de laranjas

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Polícia fez buscas na casa de um dos alvos, no Guará
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Polícia fez buscas na casa de um dos alvos, no Guará

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Mandados também foram cumpridos em Águas Claras
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Mandados também foram cumpridos em Águas Claras

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Foram expedidos 13 mandados de prisão
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Foram expedidos 13 mandados de prisão

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O esquema movimentou R$ 250 milhões
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O esquema movimentou R$ 250 milhões

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Carros de luxo foram apreendidos
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Carros de luxo foram apreendidos

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Os suspeitos criaram a moeda virtual no fim de 2016 e, a partir de janeiro deste ano, passaram a convencer investidores a aplicar dinheiro na Kriptacoin. A organização criminosa atuava por meio de laranjas, com nomes e documentos falsos.

O negócio, que funciona em esquema de pirâmide, visa apenas a encher o bolso dos investigados, alguns com diversas passagens pela polícia por uma série de crimes. Entre eles, o de estelionato.

A Kriptacoin, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, movimentou mais de R$ 250 milhões do começo do ano até agora. O esquema pode ter causado prejuízo a 40 mil investidores, muitos deles de fora do Distrito Federal.

Durante a operação desta quinta (21), os investigadores apreenderam oito carros de luxo, que eram exibidos pelos integrantes do esquema, além de grande quantia em dinheiro, que estava em uma academia de Vicente Pires. Os bens deverão ser usados para ressarcir os investidores.

 

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