Justiça mantém prisão de vizinho suspeito de matar casal no DF
Audiência de custódia que manteve a prisão de Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, ocorreu na tarde deste sábado (18/7)

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a prisão de Evandro Gabriel Ferreira (foto em destaque), de 60 anos, suspeito de matar o casal Leonardo de Oliveira Campos e Rayane Lins Farias Campos em Ponte Alta, no Gama (DF).
A audiência de custódia ocorreu na tarde deste sábado (18/7). De acordo com a sentença, obtida pelo Metrópoles, “a gravidade da conduta […] demonstra risco efetivo à ordem pública”.

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Ver todasSegundo a decisão, “as medidas cautelares diversas da prisão mostram-se inadequadas e insuficientes diante da gravidade concreta dos fatos investigados”.
Entenda o caso
- O casal foi encontrado morto na manhã dessa sexta-feira (17/7), no quintal de casa, na região da Ponte Alta (DF);
- O empresário Evandro Gabriel Ferreira, 60 anos, foi preso suspeito de cometer o duplo homicídio;
- Informações apontam que o crime pode ter sido motivado por uma briga entre os vizinhos. Um muro, mais especificamente, seria a principal causa da desavença entre Evandro e as vítimas;
- Moradores relataram ter ouvido disparos de arma de fogo na tarde de quinta-feira (16/7), por volta das 15h;
- Em depoimento, Evandro negou o envolvimento com os homicídios e disse não saber quem é o autor dos crimes.
Briga por muro
Durante o depoimento, Evandro confirmou que mantinha desentendimentos com Leonardo por causa de um muro que separava os imóveis, mas afirmou que o problema havia sido resolvido. Segundo ele, o último conflito entre os dois envolveu uma calçada no condomínio.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF“É porque ele [Leonardo] foi lá, quebrou a minha calçada toda, e eu tomei as atitudes corretíssimas. Eu liguei para a polícia, a polícia chegou, e em um determinado momento, quando a gente estava à par, só eu e ele tentando negociar, ele me pediu uma propina de R$ 50 mil e eu neguei”, disse.
Segundo Evandro, ele não conseguiu relatar a suposta cobrança aos policiais porque não havia gravado a conversa. “Mas eu não importei com essa propina de R$ 50 mil, eu só disse o seguinte: ‘infelizmente, eu não vou fazer isso, porque você está quebrando o que é meu‘”, acrescentou.



