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Justiça

Sandy e Júnior: Justiça pede explicações sobre venda de ingressos

Justiça do DF deu cinco dias para empresas se manifestarem, sob pena de multa de até R$ 50 mil

27/03/2019 21:41, atualizado 28/03/2019 14:23
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Turnê Nossa História/Divulgação
Sandy e Júnior: Justiça pede explicações sobre venda de ingressos

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) acolheu o pedido de tutela de urgência feito por uma fã que denunciou supostas irregularidades na venda de ingressos para os shows da turnê Nossa História, que marca o retorno e comemora os 30 anos da dupla Sandy e Júnior.

A decisão proferida nesta quarta-feira (27/3) determina que as empresas responsáveis pela comercialização oficial dos ingressos apresentem relatório minucioso das vendas realizadas virtualmente e presencialmente, informando as quantidades.

Também solicitou que as empresas cancelem as compras que infringiram a regra de até seis inteiras e duas meia-entradas por CPF e recoloquem os ingressos à venda. Por fim, a Justiça requer que seja apresentada a prestação de contas, com a quantidade de bilhetes vendidos a cada comprador.

“Verifico que os fundamentos apresentados pela parte são relevantes e amparados em prova idônea, permitindo-se chegar a uma alta probabilidade de veracidade dos fatos narrados”, diz o juiz Luiz Carlos de Miranda.

O magistrado acrescenta que “as requerentes, pelo acervo probatório juntado aos autos, demonstraram a existência de indícios que garantem a verossimilhança das alegações, em especial as diversas filmagens e as mensagens encaminhadas”.

O tribunal deu prazo de cinco dias para as empresas se manifestarem, sob pena de multa diária de R$ 1 mil a R$ 50 mil.

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Fila para comprar ingressos ultrapassou 400 mil pessoas
Fila para comprar ingressos on-line
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Fãs reclamam da dificuldade de comprar ingressos
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Sites chegam a cobrar R$ 11 mil por um ingresso
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Fãs negociam com cambistas
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Preço por uma entrada chega a R$ 5 mil no Mercado Livre
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Loja virtual tem derrubado os anúncios conforme usuários os denunciam
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Petição pública
O caso chegou à Justiça por meio da advogada brasiliense Ariadne Cristina Ferreira Martins, que protocolou petição pública no Ministério Público Federal (MPF) e no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciando abusos na venda dos bilhetes.

Ariadne suspeita da participação de funcionários da empresa responsável pela comercialização em um esquema de superfaturamento dos ingressos.

No site oficial da turnê, milhares de pessoas chegaram a esperar simultaneamente por uma chance. Segundo as regras da empresa, cada CPF cadastrado poderia adquirir seis inteiras e duas meias-entradas.

Diante de tamanho interesse, cambistas se aproveitaram da situação e estão cobrando até R$ 11 mil em um único ingresso para a pista premium, em São Paulo.