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A prisão em flagrante do coronel da Polícia Militar Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, acusado de extorquir empresários que possuíam contratos com a corporação, foi convertida em preventiva. O processo tramita em segredo de justiça, mas a informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

Com a decisão, fruto de um pedido da Promotoria de Justiça Militar (PJM), o coronel fica detido por tempo indeterminado. A defesa do PM, no entanto, entrou com um pedido de relaxamento de prisão e aguarda análise pela Justiça Militar.

O coronel foi preso no dia 14 de novembro, durante a deflagração da Operação Mamon, pela PJM e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Segundo as investigações, o ex-chefe Departamento de Logística e Finanças (DLF) da PM exigia propina de empresários que tinham contratos com a corporação para liberar pagamentos.

Os investigadores apuram ainda a suspeita de que o militar teria direcionado licitações durante seu período à frente da DLF. Dezenas de documentos relacionados aos contratos de manutenção, computadores e pendrives foram apreendidos pelos promotores e serão analisados.

Entre os contratos no centro das investigações, estão o da aquisição de 315 veículos modelo ASX, da Mitsubishi, cada um no valor de R$ 124,3 mil, totalizando R$ 39,1 milhões; e o de compra de rádio para viaturas da corporação, ao custo de R$ 6,6 mil cada.

Após a deflagração da operação, o coronel Francisco Feitosa foi exonerado. O Governo do DF também anunciou que aprofundaria as auditorias nos contratos da PM para identificar possíveis irregularidades.

 

 

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