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O chefe do Departamento de Logística e Finanças (DLF) da Polícia Militar, coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, preso na manhã desta terça-feira (14/11), foi exonerado do cargo no fim da tarde pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

A detenção do militar foi divulgada em primeira mão pelo Metrópoles. Feitosa e um grupo de PMs são acusados de extorquir empresários que prestavam serviços à corporação. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os militares são suspeitos de exigir propina para a liberação dos valores devidos pela PMDF.

Em nota divulgada à noite, o GDF afirmou que as investigações correm em segredo de Justiça a fim de se preservar a efetividade das apurações. “Todos os casos considerados suspeitos estão sendo devidamente averiguados pela Polícia Militar por meio da Corregedoria da corporação, responsável pela instauração dos correspondentes inquéritos policiais e pelo trabalho em conjunto com o Ministério Público na elucidação desses casos”.

Os suspeitos foram alvo da Operação Mamon – termo derivado da Bíblia usado para descrever a cobiça. A ação é do MPDFT, por meio da promotoria de Justiça Militar (PJM), do Centro de Informações (CI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As apurações – feitas com a colaboração da Corregedoria da PMDF – também identificaram, entre outros crimes, que responsáveis pelos pagamentos no Departamento de Logística e Finanças da PM faziam “vista grossa” para um esquema envolvendo a manutenção das viaturas Mitsubishi modelo Pajero. Peças de veículos deveriam ser trocadas, mas não eram substituídas, apesar de os pagamentos serem feitos.

Além do DLF, os promotores cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do coronel Francisco Feitosa, em Vicente Pires.

O comandante-geral da PMDF, coronel Marcos Nunes, afirmou que a corporação está colaborando com as investigações e não há nada a esconder. “Se crimes praticados por policiais militares forem confirmados, vamos cortar na carne. A PMDF sempre foi reconhecida por ser uma instituição livre de corrupção e será mantida assim”, ressaltou.

Histórico de problemas
Em janeiro do ano passado, mesmo depois de ser denunciado por crime sexual e embriaguez em horário de trabalho – duas situações que foram alvo de apuração interna e constrangeram a Polícia Militar –, o coronel Feitosa foi escolhido chefe do Departamento de Logística e Finanças do subcomando-geral da corporação.

Ele responde na Justiça por assediar duas mulheres, entre elas, uma sargento da PM. O coronel está na Polícia Militar há 26 anos. Antes de ser nomeado para o DLF, foi diretor de Execução Orçamentária e Financeira do Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal, do subcomando-geral da corporação.

Com a nova função, ficou responsável por toda a gestão voltada ao aparelhamento e ao pagamento da PMDF. Da compra de viaturas, coletes, rádios e armamentos a obras e reformas de imóveis, tudo estava sob sua responsabilidade.

 

 

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