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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu inquérito nesta segunda-feira (3/12) para investigar o vazamento de dados de 500 milhões de hóspedes da rede hoteleira Starwood Hotels and Resorts, subsidiária da multinacional Marriott International.

No inquérito, os hóspedes tiveram informações pessoais, como nome, endereço, número de passaporte e dados da conta na rede hoteleira, afetadas. De acordo com o MPDFT, há casos ainda de vazamento de dados que expõem as datas de vencimento de cartões de crédito. Com isso, “seria possível traçar um raio-x das movimentações dos hóspedes ao redor do mundo”.

Para a promotoria, o incidente é grave. “Os dados expostos, como número do passaporte e informações sobre a data de chegada e partida, permitem conhecer a movimentação de pessoas como diplomatas, adidos militares e de inteligência, negociadores, empresários, políticos, chefes de Estado”, afirmou o promotor Frederico Meinberg.

Ainda segundo a investigação, a Starwood Hotels and Resorts tinha conhecimento dos acessos não autorizados desde setembro de 2018. O departamento de Justiça dos Estados Unidos e a autoridade de informações do Reino Unido serão comunicadas da instauração do inquérito. Este é considerado um dos maiores incidentes de segurança já relatados no mundo.

Um comunicado foi emitido pela rede na última sexta (30/11). No documento, a Starwood disse que abriu investigação interna e tem cooperado para apurar detalhes externos. Os hóspedes que se sentirem lesados com o vazamento de dados podem entrar em contato com a empresa pelo site específico. (Com informações do MPDFT)