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Justiça

Grupo que aplicava golpes com precatório é condenado a 155 anos no DF

Organização criminosa foi desarticulada em dezembro do ano passado durante a Operação Strike. Pelo menos 30 pessoas foram vítimas do bando

14/06/2019 15:48, atualizado 14/06/2019 16:16
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Victor Fuzeira/Metrópoles
Grupo que aplicava golpes com precatório é condenado a 155 anos no DF

Seis integrantes de uma organização criminosa que aplicava golpes com precatórios contra servidores aposentados de órgãos federais foram condenados pela 8ª Vara Criminal de Brasília pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. A condenação saiu nessa quinta-feira (13/06/2019).

Somadas as penas, a organização criminosa foi condenada a 155 anos de reclusão. A Justiça do DF também condenou os integrantes a repararem danos materiais e morais causados às vítimas. O valor mínimo fixado é de R$ 230 mil.

A quadrilha foi desarticulada e os integrantes presos em fase da Operação Strike, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em dezembro do ano passado.

Segundo os investigadores, os suspeitos se passavam por representantes de associações filiadas a servidores federais, membros do Judiciário e até da Receita Federal para enganar profissionais aposentados dos órgãos, alegando que as vítimas teriam créditos judiciais a receber.

No entanto, para que os servidores tivessem acesso ao dinheiro, o grupo os convencia a realizar o pagamento de encargos. O valor adquirido com o crime era retido pela organização e lavado com a compra de carros e até criação de gado, conforme a PCDF.

Os golpes eram aplicados principalmente em idosos e há registros da ação do grupo no DF, Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais.

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Presos foram escoltados de Goiânia a Brasília
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Material apreendido com os suspeitos do golpe
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Operação Strike

Em dezembro do ano passado, a Deam deflagrou a Operação Strike, com o objetivo de desmantelar o grupo criminoso. Na época, a corporação acreditava que pelo menos 30 pessoas teriam caído no golpe, apenas no Distrito Federal.

A PCDF cumpriu, ao todo, seis mandados de busca e apreensão e recolheu quatro veículos que teriam sido comprados com dinheiro dos golpes. De acordo com as investigações, os alvos da organização criminosa são filiados a associações de servidores federais.

Os valores cobrados pelos suspeitos variavam entre R$ 7 mil e R$ 24 mil. Algumas vítimas, porém, chegaram a depositar R$ 96 mil. De acordo com a delegada, os criminosos lavavam o dinheiro que ganhavam com o golpe. “Compravam carros e até mesmo criavam gado”, ressaltou Sandra de Melo.