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Distrito Federal

Jovem que morreu após festa rave usou nova droga sintética, diz PCDF

Laudo da Polícia Civil mostra que havia N-Etilpentilona no sangue de Ana Carolina Lessa, substância extremamente perigosa e mortal

15/09/2018 10:53, atualizado 15/09/2018 12:31
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Jovem que morreu após festa rave usou nova droga sintética, diz PCDF

A universitária Ana Carolina Lessa, 19 anos, fez uso de droga sintética antes de morrer no dia 23 de junho deste ano. O laudo pericial feito pela Polícia Civil constatou a presença de uma substância extremamente perigosa e mortal no sangue da jovem. A droga é chamada de N-Etilpentilona, semelhante ao ecstasy, só que mais potente.

A N-Etilpentilona é nova no Distrito Federal e entrou no registro de entorpecentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2017. Ela é comercializada em comprimidos, selo ou líquido. A suspeita é que Carol, como era conhecida, possa ter consumido a droga na festa rave chamada Arraiá Psicodélico, realizada na zona rural do Recanto das Emas. A jovem chegou a ser dada como desaparecida, mas foi localizada na casa de um colega, em Ceilândia.

A estudante de enfermagem teve duas paradas cardíacas e falência renal no hospital. No laudo médico, constam hematomas e escoriações nas pernas e nos braços, além de ferimentos na região genital e no ânus da jovem. Um outro laudo comprovou, no entanto, que não houve abuso sexual.

De acordo com a família, Ana Carolina nunca havia utilizado drogas. Assim, os parentes suspeitam de que a menina tenha sido forçada a usá-las. “Ela ingeria bebida alcoólica como muitos jovens da idade dela, mas droga, nunca”, disse a mãe, Valda Lessa, em depoimento na 3ª DP (Cruzeiro).

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Ana Carolina morreu dois dias após participar de festa rave
A jovem morava com a família em Arniqueiras
Ela cursava enfermagem
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Ana Carolina morreu dois dias após participar de festa rave
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Ana Carolina morreu dois dias após participar de festa rave

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A jovem morava com a família em Arniqueiras
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A jovem morava com a família em Arniqueiras

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Ela cursava enfermagem
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Ela cursava enfermagem

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A 3ª DP, que investiga o caso, vai voltar a ouvir os produtores do evento para apurar se houve negligência no atendimento da universitária. Ao menos 30 pessoas já prestaram depoimento. “Acredito que os jovens estejam usando essa droga nova pensando que é ecstasy. Mas ela é muito mais perigosa e letal”, disse a chefe da unidade policial, Cláudia Alcântara.

Alucinações
O estudante Isaac Barbosa da Silva, 20, viu Ana Carolina na festa e estranhou o comportamento dela. Segundo o rapaz, a universitária aparentava estar fora de controle.

Ela derrubou várias mesas do bar. Chegava a correr e se jogar com tudo na grade e depois começou a rastejar no chão feito cobra

Isaac Barbosa da Silva

Isaac conhecia Ana Carolina, mas não chegou a ir com ela para a festa. O rapaz conta que, depois desses episódios, só voltou a ver a jovem às 14h de domingo (24/6), já no estacionamento da Fazenda Ferradura, onde ocorreu a rave.

“Eu até me assustei, porque, nas condições que eu a vi à noite [no sábado, 23], achei que ela já estivesse em casa. Estava um pouco machucada, mas parecia bem melhor. Estava até dançando um pouco”, disse.

Um outro colega garantiu ter visto a universitária ingerindo um sedativo conhecido como cetamina. Em seu estado natural, a substância é usada como anestésico em animais de grande porte; associada a álcool ou drogas sintéticas, é apelidada de Special K. A mistura se torna alucinógena e possivelmente letal.

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