Hospital da Criança de Brasília ganha 11 óculos de realidade virtual

Equipamento serve para entreter e distrair os pacientes internados na unidade de saúde do Distrito Federal

atualizado 19/10/2020 18:40

Homem segura óculos de realidade virtual para meninaBreno Esaki / Agência Saúde

O Hospital da Criança de Brasília ganhou 11 óculos de realidade virtual para entreter meninos e meninas internados na unidade. Os equipamentos são disponibilizados por uma equipe que percorre toda a ala de internação.

Os equipamentos são avaliados pelo departamento médico responsável a partir da reação dos pacientes. Nesta semana, foram disponibilizados dois filmes, um de temática infantil e outro de aventura. Segundo a direção do hospital, ambos serão exibidos de acordo com a faixa etária dos pacientes.

Ana Júlia Araújo, que está com a filha de 5 anos, Maria Alice, internada no hospital elogiou a iniciativa. “Tem esse apoio humano para eles [os pacientes] não ficarem focados nesse ambiente de hospital”, comemora.

Gabriel, 10, aproveitou a experiência. “Eu gostei mais da parte do tubarão. Eu passei a mão nele”, relatou o paciente, que passou por uma cirurgia e está internado há cinco dias, à espera da alta médica.

Os equipamentos foram disponibilizados por uma ONG de São Paulo. De acordo com a coordenadora do corpo clínico, Estefânia Rodrigues Biojone, a ideia surgiu em 2019 e se fortaleceu neste ano, com a pandemia.

“Antes da pandemia, a gente tinha ‘Os doutores do riso’, ‘Sinfonia da Saúde’ e outros projetos, então, a gente tinha meio que uma programação cultural. Também tem o ‘Espaço Brincar’, que ficou muito tempo fechado e foi reaberto há 15 dias, com limitações”, conta a médica.

A coordenadora planeja as próximas utilizações dos óculos de realidade virtual. Existe a possibilidade de disponibilizar o equipamento para pacientes no pré-cirúrgico – como relaxamento nos momentos em que os profissionais forem realizar o acesso à veia do paciente, por exemplo – e outros procedimentos que possam gerar tensão às crianças. “O campo de ação para essa ferramenta vai muito além”, resume Estefânia.

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* Com informações da Secretaria de Saúde.

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