Homem que teve o rosto desfigurado por mascarada recebe alta
Após escapar correndo da casa da suspeita, o homem foi ajudado por moradores e encaminhado ao hospital
atualizado
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O homem de 47 anos que teve o rosto desfigurado após ser dopado e torturado em Ceilândia (DF) pela mascarada recebeu alta médica às 10h dessa quarta-feira (25/2), do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Logo após deixar a unidade, ele seguiu para a delegacia para prestar depoimento.
Apesar de a agressora Beatriz Elissandra Marques Carvalho ter ido procurar o homem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) I de Ceilândia para “terminar o serviço”, a vítima estava internada desde a madrugada de terça-feira (24/2) no hospital, quando foi socorrida com ferimentos graves.
À polícia o homem relatou que conseguiu fugir da casa da suspeita mesmo bastante machucado. Ele saiu correndo pela rua e acabou caindo poucos metros depois, já com o rosto desfigurado e sangrando.
Vizinhos prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou ao hospital.
Tortura
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, ele havia sido dopado com Clonazepam, o remédio foi misturado na água. A suspeita esperava que ele adormecesse, mas, como isso não ocorreu, passou a agredi-lo com extrema violência.
Além das agressões físicas, a mulher manteve o homem em cárcere privado, subtraiu o celular, uma blusa e os tênis, e ainda gravou vídeos da vítima ferida.
Nas gravações feitas pela própria suspeita, o homem aparece com o rosto ensanguentado, enquanto ela, usando máscara, exibe uma faca e um isqueiro aceso.
A prisão ocorreu após Beatriz comparecer à UPA I de Ceilândia, acreditando que o homem estivesse internado ali. Aos policiais a mulher confessou o crime e mostrou fotos e vídeos da tortura armazenados no próprio celular.
Suspeita é garota de programa; vítima era cliente
A autora do crime afirmou, em depoimento à polícia, que atua como garota de programa e que a vítima era um cliente antigo.
Segundo a investigada, os dois mantinham relação havia alguns anos. Ela declarou que o homem frequentava a casa com regularidade e tinha livre acesso ao imóvel — inclusive para dormir no sofá quando estava embriagado.
No interrogatório, Beatriz afirmou que, no dia do crime, o homem teria feito uma proposta de relação sexual anal, oferecendo apenas R$ 10. A suspeita também alegou guardar ressentimento antigo, dizendo que, quando era mais nova, teria sido “alisada” por ele em uma praça — situação que, segundo afirmou, nunca superou e que teria motivado a agressão.
Ela declarou ainda que costuma “tirar as pessoas”, expressão usada por ela ao mencionar a prática de subtrair dinheiro e pertences de clientes durante os atendimentos.






