Homem que ficou mais de 40 horas com faca nas costas recebe alta

Vítima não conseguiu atendimento no HRT e precisou ser transferida para o Hospital da Região Leste, no Paranoá

atualizado 18/02/2020 19:48

Hugo Barreto/Metropoles

Vítima de um esfaqueamento, o homem que precisou aguardar mais de 36 horas por atendimento no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), enfim, recebeu alta médica. A liberação ocorreu na tarde desta terça-feira (18/02/2020).

A informação foi confirmada à reportagem por parentes do paciente. De acordo com os familiares, o estado de saúde dele é estável. O homem está consciente e deverá ficar em observação, repousando em casa.

Na noite de segunda (17/02/2020), o paciente havia sido transferido para o Hospital da Região Leste (Paranoá) e, posteriormente, submetido à cirurgia para remover a lâmina da faca, que ficou presa em suas costas. A vítima foi esfaqueada durante briga em bar no último sábado (15/02/2020).

O homem precisou esperar todo esse tempo pois o hospital de Taguatinga em que estava não tem neurocirurgião. Conforme apurado pelo Metrópoles, quatro das cinco ambulâncias da unidade estariam paradas com pneus baixos e motores quebrados. Esse teria sido um dos motivos por que a transferência demorou .

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), no entanto, disse que duas das cinco ambulâncias pertencentes ao hospital estão em manutenção corretiva. “No entanto, foram feitas as substituições, de forma a não deixar os usuários sem a assistência necessária.”

Bandeira vermelha

Segundo a pasta, o HRT está com bandeira vermelha em ortopedia, cirurgia-geral e clínica médica. Na segunda-feira (17/02/2020), o pronto-socorro adulto tinha 112 pacientes internados, mas a capacidade é de 68.  No plantão da manhã desta terça (18/02/2020), havia dois ortopedistas, dois cirurgiões e um clínico médico.

“Os hospitais podem decretar a bandeira vermelha para atendimento nos prontos-socorros devido à alta demanda de atendimento e internação. Isso ocorre, geralmente, por haver insuficiência de estrutura física [número total de leitos ocupados], o que impede o acolhimento de novos pacientes”, explicou a Saúde por nota.

De acordo com a pasta, a restrição é temporária, ou seja, até que haja vaga de leitos por transferência ou alta de pacientes já internados. Usuários em estado menos grave são orientados a buscar atendimento na unidade básica de saúde de referência ou na UPA da cidade.

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