Homem ignora medida protetiva, ronda casa de ex com faca e é preso
O caso ocorreu na noite dessa quarta-feira (12/9) no Gama. A própria vítima denunciou o agressor, que foi levado à 20ª DP
atualizado
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A Polícia Militar prendeu um homem de 30 anos no Gama por ameaça à ex-companheira. A vítima acionou a corporação ao perceber que o acusado rondava sua casa na noite dessa quarta-feira (12/9).
Segundo informações repassadas pela PM, o homem não aceitava o fim do relacionamento e já vinha ameaçando a ex de morte há vários dias. Ela disse que tem medida protetiva contra o agressor.
Ao ser abordado, o acusado estava com uma faca na cintura. O preso foi levado para a 20ª Delegacia de Polícia (Gama) e autuado em flagrante.
Em outro caso semelhante, só que no Paranoá, um homem com a mesma idade foi preso na quarta (12) após descumprir medida protetiva e ameaçar a ex e o companheiro atual dela. O casal foi agredido quando chegava em casa.
Eles conseguiram fugir para dentro do imóvel. O agressor pulou o muro da residência e tentou arrombar a porta da casa para seguir com as agressões. Ele só fugiu quando ouviu a mulher ligando para o 190, telefone de emergência da PMDF. O homem acabou preso em um bar perto da residência e levado para a 6ª DP (Paranoá).
Cena de terror
Também nessa quarta (12), só que na madrugada, um homem de 19 anos foi preso após tentar matar a sua companheira, 24, a facadas. Os vizinhos ouviram os gritos de socorro da mulher e chamaram a Polícia Militar.
Quando chegaram ao endereço, no Guará II, os militares encontraram a vítima na rua pedindo ajuda. Ela contou que o marido sacou uma faca e tentou matá-la. Na tentativa de se defender, a mulher entrou em luta corporal com o agressor. No momento em que os policiais ouviam o relato da jovem, o suspeito apareceu na sacada da janela do apartamento com uma faca na mão.
De acordo com a PMDF, o homem deu muito trabalho para ser contido. Xingou os militares e disse que se estivesse com uma arma de fogo “atiraria na cara” deles.
Ao entrar na residência, a equipe policial encontrou um cenário de violência. Haviam marcas de sangue por toda a casa. As janelas e portas da residência estavam quebradas.
O rapaz foi levado para Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), onde foi autuado por lesão corporal, injúria, desacato e resistência, além de ter sido enquadrado na Lei Maria da Penha (violência doméstica). O atendimento médico foi prestado pelo Corpo de Bombeiros, e não houve necessidade de levar a vítima ao hospital.
Outros casos
Mais sete ocorrências de agressão foram atendidas pela PM na madrugada de quarta-feira. Por volta de 5h30, policiais militares foram acionados para prender um filho que agredia a mãe, em Ceilândia. A ocorrência foi registrada na 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).
Às 3h40, em Planaltina, uma mulher de 37 anos chegou à casa de seu ex-marido, de 36, e atacou o homem com mordidas e arranhões. A agressora foi autuada por lesão corporal na 31ª DP.
Um homem foi detido, por volta de 0h20, no Sol Nascente, em Ceilândia, depois de descumprir medida protetiva. Ele agrediu e ameaçou a companheira na frente do filho, que é menor de idade. Preso em flagrante, foi levado à 24ª DP.
E, em Taguatinga, um homem de 29 anos foi preso, por volta das 23h35, em Taguatinga, depois de tentar enforcar e agredir a esposa de 26 anos. Ele foi preso depois que vizinhos ligaram para o 190. Já no endereço, além das agressões, os policiais tomaram conhecimento de que o agressor também quebrou o celular da vítima. O homem foi preso em flagrante na 12ª DP.
Por volta das 23h50, um homem de 30 anos foi preso por descumprir medidas protetivas contra a mãe e a irmã. Além disso, ele também quebrou alguns moveis da residência. O rapaz foi levado para 31ª Delegacia de Polícia e autuado. Às 20h35, um marido foi preso e autuado em flagrante, no Paranoá, depois de ameaçar e agredir a esposa. A ocorrência foi registrada na 6ª DP. E, em Planaltina, um homem foi levado para 31ª DP, depois de agredir e ameaçar a companheira.
Feminicídios
Entre 1º janeiro e 3 de setembro deste ano, 21 mulheres foram vítimas de feminicídio no DF, número 75% maior do que o computado no mesmo período de 2017, quando ocorreram 12 casos. Por meio de boletins policiais e relatos familiares, o Metrópoles reuniu informações sobre 16 tragédias que deixaram ao menos 24 órfãos. Como não há dados precisos acerca dos demais cinco crimes, a estatística pode ser ainda maior.
Em pelo menos em três ocasiões, os filhos viram a mãe ser executada a sangue frio. Em dois episódios, o pai ainda tirou a própria vida na frente das crianças.
