“Havia agressões desde o começo”, diz pai de professora do DF morta pelo ex

Enterro ocorreu na manhã desta quarta-feira, no Cemitério de Sobradinho. Feminicídio é o segundo do ano no Distrito Federal

atualizado

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Arquivo Pessoal
Marley de Barcelos Dias, vítima de feminicídio no DF
1 de 1 Marley de Barcelos Dias, vítima de feminicídio no DF - Foto: Arquivo Pessoal

A família de Marley de Barcelos Dias, 54 anos, despediu-se da professora aposentada, na manhã desta quarta-feira (13/1), no Cemitério Campo da Esperança, em Sobradinho. A mulher foi vítima de feminicídio na madrugada dessa terça (12/1), na casa em que vivia, no Condomínio Império dos Nobres, em Sobradinho. Este foi o segundo feminicídio registrado em 2021 no Distrito Federal.

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Pai da vítima, José Américo Gonçalves
O enterro de Marley ocorreu no Cemitério de Sobradinho
Vítima de feminicídio é enterrada no DF
População pede paz
Marley de Barcelos
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O enterro de Marley ocorreu no Cemitério de Sobradinho
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Vítima de feminicídio é enterrada no DF
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Vítima de feminicídio é enterrada no DF

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O suspeito de ter cometido o crime, Geovane Geraldo Mendes da Cunha, 44, fugiu depois de disparar três vezes contra a ex-mulher e usou a própria arma para se matar, após ser perseguido pela polícia em São Gabriel (GO). Além de ex-companheiro, ele era primo da professora.

De acordo com o pai dela, José Américo Gonçalves, 81 anos, Geovane era agressivo desde o início do relacionamento. “Eu soube pelos filhos dela que já havia agressões desde o começo, tanto é que ele já tinha registro de Maria da Penha. Na primeira vez, ele quebrou a casa dela toda. Quando houve essa primeira agressividade, eu falei que não daria certo”, comentou o aposentado.

José Américo era professor de educação física e trabalhou com a filha em uma escola de Sobradinho. “Ela especializou-se em alfabetização, mas, depois, foi diretora em algumas escolas. Era a paixão dela, amava ensinar”, diz.

“A Marley começou a dar aula com 17 anos. Terminou a escola e começou a trabalhar. Passou em um concurso com 17 anos, mas não pôde começar o trabalho, porque era menor de idade. Mas, mesmo assim, se manteve empregada”, relata José. “Ela vai fazer muita falta”, lamenta o pai.

Segundo uma tia de Marley e de Geovane, que pediu para não ser identificada, a vítima tentou ajudar o ex-companheiro a superar os vícios em drogas e álcool “várias vezes”. “Era uma pessoa excelente, caridosa, atenciosa. Estava sempre ali para ajudar. Como eles eram primos, a família está destruída em dobro. Ele era filho da minha irmã, então, para mim, foi uma perda dupla”, desabafa.

“No início, era tudo flores. Ela o ajudou demais, deu muita oportunidade a ele. Eu, inclusive, disse a ela que já chegava (de tentar), mas ela fez tudo que pôde”, destaca a tia.

Marley deixou dois filhos, de 18 e de 23 anos.

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