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Grupo que usava pizzaria para traficar maconha e cocaína é condenado

Quadrilha também utilizava agropecuárias para ocultar a origem do dinheiro ilícito. Um dos réus foi absolvido

atualizado

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1 de 1 Screenshot_498 - Foto: Reprodução/PCDF

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou oito pessoas envolvidas em um esquema de tráfico de drogas. Preso na Operação Los Hermanos, o grupo utilizava comércios de fachada, como pizzaria e agropecuárias, para distribuir drogas e ocultar o dinheiro obtido com a atividade criminosa.

As penas aplicadas aos envolvidos variam de 3 a quase 8 anos de prisão. Entre eles, estão Poncito de Oliveira Brum e Davy Martins Bonfim, apontados pela investigação como responsáveis por articular a comunicação entre todos os membros da quadrilha.

Os dois foram condenados a 3 anos e 10 meses de reclusão, além de 760 dias-multa cada, segundo o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).


Relembre o caso:

  • A Operação Los Hermanos foi deflagrada pela Polícia Civil do DF em 5 de dezembro de 2024.
  • A ação desarticulou uma rede que vendia maconha, cocaína, cetamina e ecstasy no DF e no Entorno.
  • Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Guará, Asa Sul, Riacho Fundo, Estrutural e Valparaíso (GO).
  • A operação contou com apoio do Programa Vigifronteiras, que fiscaliza a venda de cetamina.
  • A denúncia do MP foi apresentada em abril de 2024.
  • A investigação começou em junho, após a prisão em flagrante de Poncito.
  • Ao longo de cinco meses, os investigadores identificaram que parte das drogas era distribuída em festas na região central de Brasília.

Esquema

Segundo a investigação, o grupo funcionava dividido em dois núcleos conectados por Poncito. O primeiro deles era chefiado pelos irmãos Davy e Danilo Bonfim Martins, que atuavam no comércio de maconha e cocaína.

Eles utilizavam uma pizzaria no Guará como fachada para movimentar o dinheiro do tráfico. Danilo está entre os cinco réus que receberam pena de 3 anos de prisão e 700 dias-multa.

O segundo núcleo reunia José Genilson de Sousa da Silva, Wanderson Silva de Sousa, Danillo da Silva Santos, Jussara Joullié de Aguiar e Fernando Santiago Cavalcante.

Esse grupo era responsável pela distribuição de cetamina — anestésico de uso controlado que tem efeito alucinógeno quando usado de forma recreativa — e de ecstasy. Todos eles receberam pena de 3 anos de prisão, com exceção de José Genilson.

Ligado também a lavagem de dinheiro por meio de agropecuárias em Valparaíso (GO), José Genilson recebeu a pena mais alta entre os réus: 7 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, além de 800 dias-multa.

As agropecuárias eram administradas por ele e pelo irmão, Antônio de Souza, que não foi localizado. O processo de Antônio está suspenso, à espera de citação.

Todos os condenados poderão recorrer da sentença em liberdade. Um dos denunciados, Leonardo Vieira da Silva, foi absolvido por falta de provas.

A reportagem não localizou a defesa dos condenados. O espaço segue aberto.

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