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Distrito Federal

"Gritos dela ainda estão nos meus ouvidos", diz vizinha sobre feminicídio no DF

Moradores da rua onde Maria Jaqueline de Souza foi brutalmente morta, aos 34 anos, estão chocados com o crime e contam o que viram e ouviram

11/12/2020 13:17, atualizado 11/12/2020 19:29
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Casa onde mulher foi morta a facadas no DF

Na rua onde ocorreu, nesta sexta-feira (11/12), o feminicídio de Maria Jaqueline de Souza, 34 anos, no Sol Nascente, o clima é de medo e apreensão. Poucas horas depois de a mulher ser morta com dezenas de facadas desferidas pelo namorado, vizinhos ainda não acreditavam que um crime tão bárbaro tenha acontecido a poucos metros da casa deles. “Os gritos dela ainda estão nos meus ouvidos”, disse uma das moradoras da rua, que pediu para não ser identificada.

O Metrópoles esteve no local e conversou com alguns moradores.  Na frente da casa onde o crime aconteceu, placas de metal se acumulam, mas o proprietário, sem ao menos abrir o portão, se recusou a falar com a reportagem. Já uma vizinha, também pediu anonimato, se disse horrorizada com o episódio. “Ouvi muitas pancadas, alguns gritos de socorro e então parou”, relembra.

“Gritos dela ainda estão nos meus ouvidos”, diz vizinha sobre feminicídio no DF - destaque galeria
6 imagens
Ricardo Silva Souza dizia frases desconexas enquanto matava a mulher
Homem desferiu dezenas de facadas na vítima
Eles tinham iniciado um relacionamento recentemente
Padastro é suspeito de violência sexual contra criança de 7 anos em Goiás
Esse tipo de agressão pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral
Maria Jaqueline tinha 34 anos
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Maria Jaqueline tinha 34 anos

Material Cedido ao Metrópoles
Ricardo Silva Souza dizia frases desconexas enquanto matava a mulher
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Ricardo Silva Souza dizia frases desconexas enquanto matava a mulher

Homem desferiu dezenas de facadas na vítima
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Homem desferiu dezenas de facadas na vítima

Eles tinham iniciado um relacionamento recentemente
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Eles tinham iniciado um relacionamento recentemente

Padastro é suspeito de violência sexual contra criança de 7 anos em Goiás
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Padastro é suspeito de violência sexual contra criança de 7 anos em Goiás

Yanka Romão/Arte
Esse tipo de agressão pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral
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Esse tipo de agressão pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral

Arte/Metrópoles

O crime aconteceu na casa de Ricardo Silva Souza, 35 anos. Ele e Maria Jaqueline estavam namorando havia pouco tempo. Esta foi a primeira vez que alguns moradores da região viram a moça por lá.

Os pedidos de socorro começaram ainda na madrugada, por volta das 2h da manhã. Um morador da região ouviu os gritos da mulher e foi até o local. Tentou entrar na casa, mas não conseguiu. Então, chamou a Polícia Militar. Por uma janela, nos fundos da casa, ele viu uma cena que o deixou impressionado.

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Sentado sobre o corpo de Maria Jaqueline, Ricardo dizia frases desconexas, todas ligadas à religião. “Jesus. Filho de Deus. Filho de Deus. Só o Senhor Jeová. Só o Senhor Jeová”, gritava o homem, esbaforido, enquanto matava a namorada. A cena foi filmada.

“Nenhuma mulher deveria passar por isso. Ainda me sinto horrível por não pudermos fazer nada para ajudar”, lamenta uma moradora do local, ainda em choque com o crime.

O crime

Nas imagens, as quais o Metrópoles teve acesso, é possível ver claramente o homem esfaqueando a mulher, repetidamente.