Gestante vai receber R$ 10 mil após hospital errar aplicação de remédio

Médicos ministraram medicamento que a paciente tem alergia mesmo depois de ela informar da complicação

atualizado 30/11/2020 17:21

hospital de sobradinhoGoogle Street View/Reprodução

A 2ª instância do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a decisão que condenou o DF a indenizar uma paciente por negligência. Os médicos do hospital aplicaram remédio mesmo após a paciente informar que era alérgica.

A mulher estava gestante quando buscou atendimento no Hospital Regional de Sobradinho (HRS) com dores no ventre. Ao ser atendida, ela informou que tinha alergia ao medicamento dipirona. A informação também estava no cartão do pré-natal

Segundo ela, apesar disso, eles ministraram o remédio, o que provocou inchaço no rosto, coceira e lesões na pele. A paciente argumenta que deve ser indenizada pelos danos morais, uma vez que correu o risco de perder o bebê.

Em 1ª instância, o DF foi condenado a pagar a quantia de R$ 10 mil a título de danos morais, no entanto, as duas partes recorreram. O Distrito Federal afirma que não houve falha no serviço prestado à paciente, que foram prestados todos os cuidados médicos e que a reação inicial ao medicamento foi controlada. A paciente, por sua vez, questionou o valor da indenização.

Ao analisar os recursos, os desembargadores pontuaram que ficou demonstrado que a informação contida tanto no cartão pré-natal foi ignorada pelo profissional de saúde.

“A negligência no atendimento médico provocou reações na autora que, embora sem gravidade, indubitavelmente causaram preocupações e angústias, especialmente por se tratar de gestante”, destacaram.

Os magistrados observaram ainda que o valor fixado a título de danos morais foi adequado. Isso porque, de acordo com os desembargadores, “o fato não causou graves complicações ao quadro de saúde da autora ou de seu bebê, tampouco lesões relevantes e irreversíveis”.

Dessa forma, a Turma negou provimento aos recursos e manteve a sentença que condenou o Distrito Federal a pagar à autora a quantia de R$ 10 mil a título de danos morais.

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