Geradores em hospitais do DF estão sem contrato de manutenção

Situação coloca a vida de pacientes em risco, alerta área técnica da Secretaria de Saúde

atualizado

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Felipe Menezes/Metrópoles
Brasília (DF), 09/10/2017 Fachadas – Secretaria de Saúde do Distrito FederalLocal: STN – Asa Norte, BrasíliaFoto: Felipe Menezes/Metrópoles
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Todo o sistema de manutenção dos geradores que dão suporte de energia à rede pública de saúde do Distrito Federal está sem cobertura contratual. Na prática, isso significa que os aparelhos não podem apresentar falhas durante as recorrentes quedas no sistema de eletricidade nas unidades hospitalares.

Os itens são responsáveis por manter o abastecimento da corrente energética para evitar que equipamentos vitais para os pacientes se desliguem durante os apagões, assim como refrigeradores que armazenam remédios e vacinas.

Documento obtido pelo Metrópoles revela a preocupação do setor de engenharia elétrica da Secretaria de Saúde com a falta de uma empresa especializada para garantir que os aparelhos não apresentem problemas no abastecimento quando houver necessidade.

“O engenheiro eletricista alerta sobre o grande perigo e alto risco de óbito a que está submetida toda a rede pública de saúde e todos os pacientes internados em setores essenciais de alto risco (pronto-socorro, centros cirúrgicos e UTIs) nas unidades de saúde atualmente. Podemos citar também o alto risco de danos materiais de alto custo, armazenados em diversas unidades”, alerta o ofício.

A área técnica também adverte que a empresa que até então prestava o serviço se recusa a realizar novas intervenções sem que haja a garantia de pagamento.

“Os serviços não estão sendo realizados de modo indenizatório porque não está sendo autorizado formalmente pelos agentes superiores da SES [Secretaria de Saúde]. E, sem essa formalização seguida do pagamento garantido, a empresa informou que não realizará os serviços solicitados”, registra.

Risco generalizado

Os engenheiros ainda relataram que grande parte dos geradores já apresenta problemas desde que a manutenção preventiva está suspensa. Eles apontam como “mais grave” a situação dos hospitais Materno Infantil de Brasília (Hmib), de Taguatinga (HRT), Ceilândia (HRC) e de Brazlândia (HRBz).

O documento exemplifica situação ocorrida no Hospital Regional do Paranoá: “Estourou um quadro elétrico da sala de geradores e foi recuperado pela manutenção predial com o suporte técnico ainda sem contrato”, reforça o documento.

Procurada pela coluna, a Secretaria de Saúde informou que todos os hospitais da rede possuem geradores próprios. “A pasta esclarece que o contrato é feito para manutenção preventiva e corretiva e já foi encaminhado para empenho de recurso, devendo ser formalizado nos próximos dias”, diz a nota.

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