Pandemia aumentou cerca de 30% população de rua no DF
O GDF encaminhou em setembro 20 moradores de rua para Centro de acolhimento; aumento no percentual deve-se ao desemprego, segundo o Sedes
atualizado
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Gerente do Seas, André Santoro, conta que a pandemia fez com que a população de rua aumentasse cerca de 30% no Distrito Federal. A perda de emprego e renda fez com que a demanda saltasse de 1,8 mil pessoas para cerca de 2,4 mil – todas atendidas mensalmente pela Sedes.
O Governo do Distrito Federal encaminhou somente em setembro, ao menos 20 pessoas em situação de rua para o Centro Pop da Asa Sul. No local, fica garantido o acesso a refeições, banho, área para descanso durante o dia e lavagem de roupas.
O GDF possui nos 11 Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) e nos dois Centro Pop (da Asa Sul e de Taguatinga) canais de apoio a essa parcela da população.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social e da Administração Regional do Sudoeste e Octogonal, os cidadãos que vivem em quadras comerciais das referidas regiões são abordados por meio da Organização da Sociedade Civil (OSC) Instituto Ipês e criam uma relação de confiança para que aceitem o encaminhamento.
Segundo a administradora regional do Sudoeste e Octogonal, Tereza Canal, alguns deles até têm onde morar. Há, inclusive, um senhor doente que resiste em receber ajuda com receio de sair do local onde se alojou.
“Mas, infelizmente, preferem a rua por achar que conseguem mais ajuda. Aqui no Sudoeste tem uma família do SIA que opta por circular e pedir”, conta.
O Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), é um braço do Creas responsável por esse atendimento. São 28 equipes distribuídas pelo Distrito Federal. Só no Sudoeste e Octogonal são 36 pessoas.
Mais demanda durante a pandemia
Com o aumento de pessoas em situação de rua, Santoro, afirma que um dos obstáculos para a solução do problema é a comunidade que, solidária, faz doações diretas e, sem querer, estimula a permanência deles.
A orientação dele é que as doações não deixem de existir, mas que sejam feitas por meio de alguma das instituições que tenham registro no Conselho de Assistência Social da pasta. “A mesma comunidade que reclama [das pessoas vivendo nas ruas] é que doa. E isso pode ser mudado”, comunica.
