GDF corta gratificação da área social e aposentados ocupam Iprev

Cerca de 1,5 mil pessoas perderam 20% da remuneração. Eles foram avisados por meio de carta

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atualizado 18/09/2018 18:42

Cerca de 400 servidores aposentados e pensionistas da assistência social ocuparam o prédio do Instituto de Previdência Social dos Servidores do DF (Iprev), no Setor Hoteleiro Sul, na tarde desta terça-feira (18/9). Eles protestam contra o corte da Gratificação por Políticas Sociais (GPS), que representa uma redução de até  20% nos salários.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social do GDF (Sindsasc), Clayton Avelar, a GPS está garantida em lei. “O TCDF (Tribunal de Contas do DF) homologou os pagamentos. Além disso, quando esses trabalhadores estavam na ativa, a contribuição também incidia sobre a gratificação”, disse Avelar.

O benefício já não consta nas prévias dos contracheques referentes ao próximo pagamento. “A medida afeta cerca de 1,5 mil pessoas. Tem servidor aposentado há mais de 20 anos que parou de receber”, completou. Veja carta:

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O Sindsasc entrou com um mandado de segurança, que foi colocado para julgamento na 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O relator, desembargador Silva Lemos, deu prazo para que o GDF se manifeste até o próximo dia 21.

O sindicato protocolou ainda, nesta segunda-feira (17), novo recurso no Iprev com o objetivo de manter a GPS nas aposentadorias e restituir àqueles que perderam a gratificação.

A reportagem entrou em contato com o instituto, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem. Ao Metrópoles, o presidente do Sindsasc afirmou que a justificativa dada a eles para o corte foi que “a gratificação só vale para quem está na ativa”.

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