Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Filme produzido por aluna da UnB concorre a prêmio internacional

O ganhador conquista um financiamento de U$ 20 mil, equivalente a aproximadamente R$ 100 mil, destinados a concretizar o projeto

14/07/2026 17:05, atualizado 14/07/2026 17:13
Marília Romagueira/Reprodução
Curta-metragem Ainda é Tempo

A estudante de audiovisual da Universidade de Brasília (UnB), Maria Fernanda Mendes da Silva, 22 anos, é responsável pelo roteiro e direção do curta-metragem Ainda é Tempo. O filme do Distrito Federal concorre a uma premiação internacional no valor de U$ 20 mil — o equivalente a aproximadamente R$ 100 mil — para financiar o restante da produção.

Para concorrer, a jovem preparou uma versão demo do curta-metragem. “Eu me inscrevi no concurso sabendo que seria um desafio e, de fato, tem sido”, contou.

A história do curta-metragem gira em torno de Dona Aura, uma viúva de 68 anos, que não enxerga mais lugar para os deleites da vida em seu dia a dia, até reencontrar um antigo amor durante uma noite regada por bebidas, shows de drags e corpos suados (veja a sinopse completa ao final da matéria).

O projeto é voltado para o público LGBTQIAPN+ e tem como trama principal a história de mulheres sáficas — mulheres e pessoas não binárias que sentem atração por outras mulheres.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

A premiação é organizada pela Decentralized Pictures (DCP), associação sem fins lucrativos que funciona como um fundo de financiamento e mentoria para novos cineastas, em parceria com a diretora norte-americana Sofia Coppola, responsável por sucessos como As Virgens Suicidas (1999) e Marie Antoinette (2006).

Ao todo, são mais de dois mil diretores participantes de todo o país.

Filme produzido por aluna da UnB concorre a prêmio internacional - destaque galeria
3 imagens
Ao todo, são mais de dois mil diretores participantes de todo o país da premiação
Maria Fernanda, que está no último período da faculdade, contou ao Metrópoles que trabalha no curta há pouco mais de um ano, e que em 2025 foi quando surgiu a ideia e o desenvolvimento
Ainda é Tempo é o curta-metragem de Maria Fernanda Mendes da Silva, estudante de audiovisual da UnB, que concorre a premiação internacional
1 de 3

Ainda é Tempo é o curta-metragem de Maria Fernanda Mendes da Silva, estudante de audiovisual da UnB, que concorre a premiação internacional

Marília Romagueira/Reprodução
Ao todo, são mais de dois mil diretores participantes de todo o país da premiação
2 de 3

Ao todo, são mais de dois mil diretores participantes de todo o país da premiação

Marília Romagueira/Reprodução
Maria Fernanda, que está no último período da faculdade, contou ao Metrópoles que trabalha no curta há pouco mais de um ano, e que em 2025 foi quando surgiu a ideia e o desenvolvimento
3 de 3

Maria Fernanda, que está no último período da faculdade, contou ao Metrópoles que trabalha no curta há pouco mais de um ano, e que em 2025 foi quando surgiu a ideia e o desenvolvimento

Marília Romagueira/Reprodução

Etapas da premiação

Feito em duas etapas, a primeira fase ocorre mediante voto popular. O público poderá escolher o curta que quer que passe para a fase final. Na segunda e última fase, a própria Sofia Coppola irá decidir quem deve ser o grande vencedor.

Para votar basta acessar o site do DCP, criar uma conta, entrar no projeto desejado, apertar em “Review Project”, depois em “Next” e “Submit”.

“Chance de dar visibilidade”

Maria Fernanda, que está no último período da faculdade, contou ao Metrópoles que trabalha no curta há pouco mais de um ano, e que em 2025 foi quando surgiu a ideia e o desenvolvimento.

“Desde então venho juntando inspirações, montando uma equipe e pensando em meios de produzir a história”.

A chance de dar mais visibilidade ao filme veio quando a estudante viu um anúncio da premiação no Instagram e decidiu participar.

O grupo do projeto, elaborado por 13 pessoas, sendo 12 delas alunos da UnB, precisou fazer uma demo (vídeo mais curto do projeto), para poder concorrer.

Este não é o primeiro curta-metragem de Maria, ela já desenvolveu outros curtas universitários e hoje faz parte da produtora Ressaca Filmes. Ela conta que se vencer a premiação, pretende inscrever o projeto no Festival de Brasília, um dos maiores do cinema brasileiro.

“Sinto muito orgulho de como toda a equipe tem se esforçado para o nosso filme ser premiado. Fico muito feliz com todo o apoio que estamos recebendo de fora também, é muito lindo ver como todas as pessoas estão acreditado no potencial do curta e torcendo para dar certo”, conta.

A roteirista se mostra confiante e diz que desanimar não é uma opção caso não seja a ganhadora. “Eu acredito muito nesse projeto e mesmo se não formos escolhidos, sei que vão aparecer outras oportunidades que irão nos abraçar”.

Sinopse

Viúva aos 68 anos de idade, Dona Aura não enxerga mais lugar para os deleites da vida em seu dia a dia. Em uma noite agitada, em meio a bebidas, shows de drag e corpos suados, um antigo amor ressurge.

No palco, Camila prende a atenção de todos ao fazer uma performance, trazendo consigo memórias e sentimentos adormecidos em Aura.

Entre a vontade de reconectar-se com Camila e os conflitos causados por sua idade e pela morte de seu marido, uma madrugada ao lado de Camila faz com que Aura redescubra os prazeres que havia deixado de lado e tudo o que surge a partir de um novo, antigo, amor.