Fecomércio se reúne com Ibaneis nesta 3ª: toque de recolher em pauta

Entidade que representa empresários de Brasília prepara sugestões para evitar que setores da economia sejam fortemente afetados

atualizado 08/03/2021 22:34

Comércio no DFHUGO BARRETO/METRÓPOLES

Após o governador Ibaneis Rocha (MDB) estender o lockdown no DF por mais uma semana, representantes do setor produtivo da capital pediram uma reunião com o chefe do Executivo distrital para a manhã desta terça-feira (9/3). A ideia é tentar diminuir as restrições impostas, que ainda contam com um toque de recolher a partir das 22h. Até a última atualização desta matéria, o compromisso não constava na agenda oficial do governador.

Conforme relata o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), José Aparecido da Costa Freire, a imposição de mais restrições ao funcionamento de estabelecimentos comerciais e de serviços não era algo esperado pela categoria.

“A gente fica triste, pois quer o setor trabalhando, e tenho certeza de que o governador também não está feliz com essas medidas, mas estamos preparando nossas pautas e sugestões para levar até ele”, afirmou o representante do setor produtivo.

Os empresários têm esperança de convencer o governador a afrouxar alguns pontos dos últimos decretos, assim como a reunião que ocorreu no dia 27 de fevereiro, logo após a determinação do lockdown. “Esperamos que dê certo. Já fizemos alguns encaminhamentos e vamos ver no que dá”, comenta Costa Freire.

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Jael Antonio da Silva, garante que esse é o setor que mais sentirá na pele a nova determinação. “Vimos isso tudo com muita indignação e muita surpresa”, lamenta.

Para ele, tão ruim quanto ficar mais uma semana fechado é limitar o delivery. “Quem estava sobrevivendo com as entregas, agora, não tem mais jeito [de recuperar as perdas]. E quem não tinha feito isso, acabou de fechar o caixão. Ninguém mais consegue empréstimo, pois não paga nem os impostos, e o governo não nos ajuda desde o ano passado”, afirma.

Pelo Twitter, nesta tarde, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que “não deveríamos chegar a este ponto, mas é a única forma de combater o avanço da doença entre nós, principalmente evitando aglomerações”.

Mais cedo, Ibaneis proibiu a circulação de pessoas das 22h às 5h, até o dia 22 de março. A exceção é para quem precisa de atendimento de saúde emergencial ou para aqueles que necessitem comprar medicamentos em farmácias. Serviços de delivery podem funcionar até as 23h, mas os pedidos só podem ser aceitos até 22h.

“Todos os estabelecimentos deverão fechar as portas às 22h, com exceção de hospitais, clínicas médicas e veterinárias, farmácias, postos de gasolina e funerárias. Esse é um ato que visa proteger a saúde pública contra perigo grave e iminente. Conto com a colaboração de todos”, pontuou Ibaneis.

O governador anunciou que vai instalar, nesta semana, mais 50 unidades de terapia intensiva (UTIs) para tratamento contra a Covid-19: “Mas a situação ainda é crítica. Por isso, decretei toque de recolher que passa a valer a partir das 22h de hoje. Todos devem permanecer em suas casas das 22h às 5h em todo o território do DF”.

Confira a publicação de Ibaneis:

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Durante a vigência do toque de recolher, também será admitido o deslocamento individual após as 22h, desde que configurada a intenção de retorno à residência e seja realizado logo após o término da jornada de trabalho regular.

Por volta das 15h40, o GDF publicou novo decreto no qual incluiu atividades ligadas à imprensa como essenciais, permitindo que jornalistas trabalhem nesse período.

De acordo com a norma, o deslocamento urbano realizado em desconformidade com as regras resultará ao autor multa individual no valor de R$ 2 mil.

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