Família de preso do Comboio do Cão é alvo de megaoperação

De dentro da cadeia, homem detido em operação da PCDF deflagrada em agosto usava mãe, sogra, esposa e irmão no tráfico

André Borges/Especial para o MetrópolesAndré Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 17/10/2019 12:05

Entre os alvos da megaoperação de combate ao tráfico de drogas, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) nesta quinta-feira (17/10/2019), está a família de um homem ligado à facção criminosa do Comboio do Cão (CDC). Ele foi preso em agosto deste ano e, de dentro da cadeia, usava a mãe, o irmão, a sogra e a esposa para organizar o tráfico de drogas fora da cadeia.

O Comboio do Cão foi alvo de operação da Polícia Civil deflagrada há dois meses. O grupo é acusado de matar mais de 30 pessoas nos últimos anos e não está  ligado a outras facções, como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Como demonstração de força, os criminosos promoviam bárbaras execuções em portas de cadeias e de fóruns do DF. As diligências policiais revelam que o grupo foi responsável, em 2016, pela morte de um homem alvejado por 30 disparos em frente ao fórum de Santa Maria. Alguns dias depois, o tio da vítima foi assassinado com 50 tiros.

Cerca de 400 policiais civis e promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) percorrem as ruas do Distrito Federal e Entorno desde as primeiras horas desta quinta-feira (17/10/2019) na megaoperação contra o tráfico de drogas. São cumpridos 41 mandados de prisão e 57 de busca e apreensão. A ação foi batizada de Efeito Dominó. Armas foram apreendidas.

As investigações apontam que a quadrilha usava adolescentes para distribuir as substâncias ilícitas. As drogas eram fornecidas pelo Comboio do Cão e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Alguns dos alvos já cumprem pena no sistema carcerário.

Imagens da operação:

As investigações sobre o grupo de traficantes tiveram início em março de 2019, quando dois suspeitos foram presos e tiveram os celulares apreendidos. A análise dos aparelhos demonstrou atividade de comércio de entorpecentes complexa e organizada, com fornecedores, atacadistas e varejistas, uma atuação em rede.

O inquérito foi instaurado na 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), mas as ações acabaram se expandindo para todas as unidades do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC), diretoria responsável por coordenar as delegacias que funcionam nas regiões administrativas.

Devido à grande quantidade de presos na força-tarefa, que é considerada uma das maiores já feitas pela PCDF, os criminosos serão levados para a 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires).

Os mandados foram cumpridos no Núcleo Bandeirante, na Candangolândia, no Areal, em Águas Claras, na Cidade Ocidental (GO), em Formosa (GO), no Recanto das Emas, na Vila Cauhy e no Riacho Fundo. Os policiais e promotores acharam um cofre com arma dentro. Eles apreenderam também drogas e prenderam mulheres durante a operação.

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