Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Família acusa hospitais por descaso após menino de 2 anos morrer com meningite

Criança de 2 anos morreu na última 6ª (16/6). Criança chegou a hospital com febre e vômito súbitos, mas não teve quadro considerado urgente

23/06/2023 15:58, atualizado 23/06/2023 16:05
Compartilhar notícia
Material cedido ao Metrópoles
Família acusa hospitais por descaso após menino de 2 anos morrer com meningite

Familiares de Antony Levi Meira dos Anjos, 2 anos, acusam funcionários do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e do Hospital das Clínicas por descaso, depois que a criança morreu, na última sexta-feira (16/6), com suspeita de meningite. Levado para a emergência da unidade de saúde, o menino passou por avaliação, mas não teve o quadro considerado urgente e faleceu.

Tia da criança, a estudante Jessiane Franciele Meira, 20, contou que a família chegou ao HRC por volta da 1h40. Antony apresentava febre e vômito. “A enfermeira que fez a triagem disse que o estado dele não era grave e que só estavam atendendo casos graves. Ela chegou a falar que ele não estava ruim”, relatou.

Família acusa hospitais por descaso após menino de 2 anos morrer com meningite - destaque galeria
3 imagens
A criança morreu na última sexta-feira (16/6)
Família acusa hospitais por negligência no atendimento à criança
 Antony Levi Meira dos Anjos tinha 2 anos
1 de 3

Antony Levi Meira dos Anjos tinha 2 anos

Material cedido ao Metrópoles
A criança morreu na última sexta-feira (16/6)
2 de 3

A criança morreu na última sexta-feira (16/6)

Material cedido ao Metrópoles
Família acusa hospitais por negligência no atendimento à criança
3 de 3

Família acusa hospitais por negligência no atendimento à criança

Material cedido ao Metrópoles

Diante da resposta, a família deixou o hospital, mas o menino teve piora. A família levou Antony ao Hospital das Clínicas, unidade particular a poucos metros do HRC, mas também não conseguiu atendimento para a criança.

No hospital privado, as equipes de saúde não teriam acessado as veias do menino e sugeriram acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma médica chegou a dizer à mãe de Antony, segundo Jessiane Franciele, “Não temos o que fazer com seu filho aqui. Então, vamos ligar para o Samu”.

“Isso é algo que nunca vi acontecer na vida. O hospital estava com duas ambulâncias na porta, e eles esperando pelo Samu”, criticou a tia da criança.

Desesperada, a família voltou ao HRC, a pé, com a criança nos braços. Antony foi atendido, mas não resistiu. Até o momento em que apresentou teve febre e vômitos, Antony não tinha passado mal ao longo do dia. “Ele foi negligenciado nos dois hospitais”, lamentou a tia.

Jessiane Franciele acrescentou que a criança estava vacinada contra o tipo C da meningite, mas contraiu a variedade B da doença, segundo o laudo. Nesse caso, o imunizante contra o micro-organismo que causa a enfermidade está disponível apenas na rede particular.

A meningite é uma doença que provoca a inflamação das membranas que envolvem o sistema nervoso — as meninges — e pode ser levar à morte.

Outro lado

Procurada pelo Metrópoles, a direção do HRC informou “que o paciente em questão deu entrada na emergência da unidade às 2h41 de sexta-feira (16/6) e foi classificado [com pulseira] em [cor] laranja”.

“Os pais da criança optaram por não esperar o atendimento e evadiram da unidade. Às 4h50 do mesmo dia, eles voltaram ao HRC com a criança apresentando quadro de parada cardiorrespiratória, onde foi prontamente atendida pela equipe médica, e o óbito foi constatado às 5h33”, completou o hospital, em nota.

A reportagem também tentou contato com o Hospital da Clínicas, mas não teve retorno até a mais recente atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters