Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Ex-soldado que matou e queimou corpo de militar vai a júri popular

O crime aconteceu em 5 de dezembro de 2025, no 1º Regimento de Cavalaria de Guarda (RCG), quando ele matou a cabo Maria de Lourdes Freire

16/07/2026 15:48, atualizado 16/07/2026 15:50
Reprodução/Redes sociais
Ex-soldado que matou e queimou corpo de militar vai a júri popular

O ex-soldado do Exército Brasileiro, Kelvin Barros da Silva (imagem em destaque), que confessou ter matado e ateado fogo no corpo da cabo da mesma instituição, Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, está em prisão preventiva e irá passar por júri popular, pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O caso aconteceu em 5 de dezembro de 2025, no 1º Regimento de Cavalaria de Guarda (RCG).

Ex-soldado que matou e queimou corpo de militar vai a júri popular - destaque galeria
5 imagens
Na época, Kelvin Barros era soldado do Exército
Ele fez parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
Kelvin Barros da Silva confessou o crime
1 de 5

Kelvin Barros da Silva confessou o crime

Na época, Kelvin Barros era soldado do Exército
2 de 5

Na época, Kelvin Barros era soldado do Exército

Reprodução
Ele fez parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
3 de 5

Ele fez parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas

Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
4 de 5

Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro

1º RCG/Divulgação
Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
5 de 5

Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada

Imagem obtida pelo Metrópoles

 O crime

Maria morreu carbonizada no que se acreditava ser um incêndio acidental. Mais tarde, Kelvin admitiu às autoridades ter matado a mulher, após os dois terem uma discussão.

Segundo o feminicida, que foi localizado por agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), após cometer o crime, eles tinham um relacionamento extraconjugal.

“Após uma discussão, em que a mulher exigiu que ele terminasse com a atual namorada e a assumisse, conforme prometido pelo autor, a vítima teria sacado sua arma de fogo”, comentou o delegado Paulo Noritika.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

“O homem teria segurado a pistola enquanto ela tentava municiá-la. Enquanto isso, ele teria conseguido alcançar a faca militar da vítima, que estava em sua cintura, e a atingiu, profundamente, na região do pescoço”, detalhou o delegado.

Paulo Noritika afirmou ainda que a vítima foi encontrada com a arma branca no local da lesão. “Depois disso, no desespero, ele pegou um isqueiro e álcool, incendiando a fanfarra em seguida e fugindo do local, levando a pistola consigo e se desfazendo dela”, disse.

Quem era a militar assassinada

Maria de Lourdes Freire Matos era cabo da força e musicista, integrando a fanfarra do quartel. Ela havia ingressado no Exército Brasileiro em junho de 2025.


Relembre o caso

  • O ex-soldado confessou ter matado a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos;
  • O crime foi cometido em 5 de dezembro último, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), que fica no Setor Militar Urbano (SMU), área central de Brasília;
  • Depois de matar a colega a facadas, Kelvin ateou fogo na sala em que ambos estavam no momento do crime e fugiu;
  • Ele foi localizado horas depois, no Paranoá (DF), na casa em que morava com a família, e levado à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde confessou o crime;
  • A defesa de Kelvin disse que ele tinha um relacionamento extraconjugal com a cabo e que o crime ocorreu após uma discussão. Já os advogados da família de Maria de Lourdes defendem que o assassinato ocorreu por ele não aceitar ser subordinado da cabo;
  • O ex-militar está preso no Batalhão de Polícia do Exército desde dezembro de 2025.