Estelionatário que já tentou dar golpe em Eduardo Costa é preso no DF

Suspeito fingiu que era deputado para alugar lancha em clube náutico sem pagar. Ele já havia sido preso em Goiânia (GO), em 2017

Reprodução / TV Anhaguera

atualizado 31/12/2018 12:17

Acusado de estelionato, Thales Cancio Carvalho, 28 anos, foi preso no Distrito Federal depois de se passar por deputado, alugar uma lancha e não pagar. Em 2017, ele já havia sido detido em Goiânia (GO), quando tentou aplicar um golpe no cantor sertanejo Eduardo Costa

No DF, segundo relato de um casal à polícia, o suspeito se identificou como parlamentar e não fez o pagamento de R$ 18 mil referente ao aluguel de uma lancha no clube náutico Marina Hall, no Setor de Hotéis de Turismo Norte. O caso ocorreu na tarde desse domingo (30/12).

Na internet, a dupla encontrou informações sobre supostos golpes praticados por Thales Carvalho. Depois de preso e questionado a respeito do crime, o criminoso se limitou a dizer à polícia que, após chegar à capital federal, tentou alugar uma lancha, mas que a investida “não deu certo”.

No local, a polícia ouviu algumas testemunhas e, em seguida, encaminhou o suspeito à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central). Ele vai responder por estelionato. Foi arbitrada fiança de R$ 2 mil, que não havia sido paga até a última atualização desta reportagem.

Em Goiânia, o suspeito teria aplicado pelo menos oito golpes no ano passado. Uma das vítimas teria perdido R$ 350 mil e tentado tirar a própria vida. O homem se apresentava também como Thales Ferraz e exibia carrões nas redes sociais.

Em julho de 2017, foi preso após tentar comprar uma mansão de R$ 5 milhões do cantor Eduardo Costa. Porém o negócio não chegou a ser concluído porque Thales não pagou a primeira parcela ao artista.

“O cantor foi uma vítima tentada. O autor tentou comprar uma casa em um condomínio fechado, mas uma das pessoas que trabalham com o Eduardo desconfiou quando o primeiro pagamento que estava no contrato não foi efetuado e cancelou o acordo”, afirmou, na ocasião, o delegado responsável pelo caso, Alessandro Tadeu de Carvalho.

Em nota, a assessoria de imprensa do sertanejo afirmou que “Thales se apresentou como um possível comprador de um imóvel do cantor”. Porém, o compromisso foi dissolvido porque o homem “não honrou com a proposta que havia aceitado”.

O delegado disse, à época, que Thales se passava por um pecuarista bem-sucedido e mantinha o mesmo modus operandi com outras vítimas: fechava negócios, mas não honrava os pagamentos. Além disso, ele é acusado de fazer dívidas no nome de outras pessoas, o que pode ter causado um prejuízo de até R$ 10 milhões.

“Além dele obter o dinheiro, ter a vantagem indevida para ele, ainda colocava a pessoa como devedora. Então os credores iam atrás e pressionavam a vítima para receber”, afirmou o delegado. Thales afirmou aos policiais que tem distúrbio de bipolaridade e negou as acusações. A defesa do investigado não foi encontrada.

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