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Distrito Federal

Equipes brasileiras desembarcam em Brasília após missão na Venezuela

Durante a operação, os especialistas brasileiros teriam resgatado 14 sobreviventes e participaram de 90 intervenções de buscas e salvamento

11/07/2026 16:51
Sérgio Dutti/MIDR
Equipes brasileiras desembarcam em Brasília após missão na Venezuela

As equipes brasileiras enviadas para fazer parte da missão humanitária brasileira enviada para apoiar a resposta ao terremoto na Venezuela desembarcaram na noite dessa sexta-feira (10/7) em Brasília (DF). O terremoto no país sul-americano deixou mais de 4 mil mortes, segundo o último balanço divulgado pelo país.

Após 15 dias de atuação, as equipes da Defesa Civil, do Corpos de Bombeiros e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) retornaram ao Brasil depois de integrar a força-tarefa coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que reuniu equipes de diferentes países para atender a população afetada.

Durante a operação, os especialistas brasileiros teriam resgatado 14 sobreviventes e participado de 90 intervenções de busca e salvamento, em articulação com socorristas de outras nacionalidades.

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A operação também contou com um hospital de campanha, composto por 99 militares da área da saúde, equipado com unidade avançada de trauma, suporte para cirurgias, leitos de cuidados intensivos e capacidade para realizar até 200 atendimentos por dia. Em 10 dias de funcionamento, a estrutura realizou mais de 1,2 mil, entre consultas, cirurgias e exames laboratoriais.

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A missão também contou com o envio de 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos, além de 100 purificadores de água e 150 toneladas de itens de alimentação, saúde e higiene destinados às ações de resposta humanitária.

A equipe foi instalada na cidade de Caraballeda, uma das áreas atingidas pelo terremoto. “Como estávamos instalados em uma área muito destruída pelo terremoto, os pedidos de socorro chegavam a todo momento”, afirmou o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun.

Braun também destacou o trabalho delicado da missão. “A intervenção mais curta teve duração de três horas. A mais longa durou cerca de 50 horas. Fazia muito calor na cidade, o que tornou o processo ainda mais árduo. Muitas vezes, tínhamos que descer quatro ou cinco lajes, com a ajuda de máquinas e cães farejadores, para acessar uma possível vítima” detalhou.

Além das atividades de busca e salvamento, profissionais brasileiros participaram de avaliações técnicas de edificações afetadas, com o objetivo de identificar as condições estruturais dos imóveis e subsidiar as medidas adotadas pelas autoridades locais.

A missão foi encerrada com o retorno das equipes ao Brasil após a conclusão das atividades previstas no âmbito da cooperação internacional para resposta à emergência causada pelo terremoto na Venezuela.

Terremoto na Venezuela

O número de mortos na Venezuela após os fortes terremotos que abalaram o país no fim de junho subiu para 4.118, de acordo com balanço publicado nesta sexta-feira (10/7) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Segundo as autoridades venezuelanas, os tremores também deixaram 16.740 feridos e 17.907 pessoas desabrigadas.

Até o momento, o governo venezuelano não divulgou um balanço oficial sobre o número de desaparecidos. Estimativas de organizações da sociedade civil, no entanto, apontam que cerca de 30 mil pessoas seguem desaparecidas após os terremotos.