Venezuela rejeita ajuda de novo presidente da Colômbia após terremotos
Delcy Rodríguez afirma que a recuperação das áreas atingidas é responsabilidade exclusiva do Estado venezuelano

O governo da Venezuela rejeitou, neste sábado (11/7), a proposta do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, para que Bogotá lidere a reconstrução das áreas devastadas pelos terremotos ocorridos no fim de junho.
Em comunicado oficial, o regime comandado por Delcy Rodríguez afirmou que a recuperação do país “corresponde exclusivamente ao Estado venezuelano” e descartou, por ora, qualquer coordenação com o futuro governo colombiano.
A manifestação foi divulgada após De la Espriella defender que a Colômbia assuma protagonismo na reconstrução da Venezuela, especialmente no estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelo desastre.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“O Governo da República Bolivariana da Venezuela observou com surpresa as recentes declarações do Sr. Abelardo de la Espriella, presidente eleito da República da Colômbia, nas quais ele busca reivindicar amplos poderes nos esforços de recuperação e reconstrução das áreas afetadas pelos terremotos de 24 de junho”, afirmou Caracas.
O comunicado também agradece as manifestações de solidariedade recebidas da comunidade internacional, mas ressalta que qualquer cooperação estrangeira será definida “no exercício de suas competências soberanas”.
“Nesse sentido, até o momento, não está prevista nenhuma coordenação com o governo eleito da Colômbia”, acrescenta a nota.
Proposta colombiana
Durante um evento público na sexta-feira (10/7), De la Espriella afirmou que a reconstrução da Venezuela deve ser liderada pela Colômbia e determinou o início da elaboração de um plano para atuar no país vizinho.
“A reconstrução da Venezuela após o terremoto deve ser realizada pela Colômbia. Com tudo o que isso implica”, declarou.
Também encarregou o futuro ministro do Interior, Mauricio Gómez, de iniciar tratativas com os Estados Unidos para viabilizar a proposta.
“Isso deve ser feito em conjunto entre nossos engenheiros militares e a iniciativa privada. Precisamos enviar as cartas e os pedidos necessários para apresentar essa situação ao governo dos Estados Unidos”, afirmou.
Balanço da tragédia
Segundo as autoridades, o número de mortos chegou a 4.333, enquanto 16.740 pessoas ficaram feridas e 6.462 foram resgatadas.
Além disso, 17.907 pessoas permanecem desabrigadas, 190 edifícios desabaram e 856 sofreram danos estruturais.
Desde o início da crise, foram registradas 1.202 réplicas, e mais de 30 mil pessoas seguem mobilizadas nas operações de resgate, assistência humanitária e reconstrução.















