Saiba em qual região atuava célula do PCC que cooptava crianças
Investigados doavam brinquedos e presentes para crianças do município goiano a fim de cooptar a população e dominar o território
atualizado
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A célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) investigada por cooptar crianças por meio de doações de brinquedos e presentes atuava em Formosa (GO), a 70 quilômetros de distância do centro do Distrito Federal. 10 pessoas foram presas temporariamente, na manhã desta quarta-feira (10/6), no âmbito da Operação Convergência Nacional, do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).
Além das 10 prisões temporárias, a operação cumpriu 10 ordens de busca e apreensão. Também foram localizadas porções de maconha e cocaína comercializadas pelo grupo criminoso.
“Não é só matar pessoas e vender drogas”
Uma conversa obtida pelos investigadores mostra uma pessoa supostamente envolvida com a facção criminosa conversando com a mãe. No diálogo, ela conta que o PCC entregou brinquedos que deveriam ser distribuídos para as crianças da região. A mãe reage orgulhosa.
“Foi o PCC que trouxe para ‘mim’ dar para as crianças. 500 brinquedos, mãe”, diz o possível faccionado. “Tá vendo que não é só matar pessoas e vender drogas?!”, comenta.
A mãe responde contente. “Parabéns, achei lindo”. Depois, aconselha: “Dá para as crianças e começa a fazer seu nome, [para] você ficar conhecido. Estou muito orgulhosa”.
O indivíduo finaliza o diálogo com: “Liderança do crime organizado Primeiro Comando da Capital”.
Veja as imagens:
A Operação Convergência Nacional tem como finalidade combater facções criminosas em todo o país. As investigações identificaram que, em Formosa (GO), os suspeitos vinham atuando de modo a dominar social e territorialmente a região.
Além de doar brinquedos para as crianças visando a cooptação da população local, os investigados ligados a esta célula do PCC monitoravam ações das forças de segurança, articulavam compra de armas de fogo e planejavam a distribuição das drogas a serem vendidas. Líderes da facção que atuam em outros estados do país acompanhavam os trabalhos dos envolvidos em Formosa.
As provas reunidas pela investigação “apontam indícios da prática de crimes previstos na Lei nº 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, além de associação para o tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo e lavagem de capitais”, afirma o MPGO.
Auxiliaram o MPGO nas prisões realizadas nesta quarta-feira (10/6) a Polícia Civil do DF (PCDF), o Ministério Público do DF (MPDFT) e de Minas Gerais (MPMG) e as polícias Militar (PMGO) e Penal (PPGO) de Goiás.









