Pai morre na frente da filha por guardas municipais em Senador Canedo

Guarda Civil foi ao local após suspeita de que ele respondia por tentativa de homicídio. Agentes atuaram com taser e disparo

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 screenshot_917 - Foto: Reprodução/@oloaresferreira

Um homem morreu após ser atingido por disparos durante ação de guardas municipais de Senador Canedo (GO), na madrugada de sexta-feira (5/6), dentro de uma residência, após serem acionados por uma suposta tentativa de homicídio. O caso foi registrado em vídeo pela filha. Veja:

As imagens mostram os guardas municipais já no interior do imóvel, com armas apontadas para um quarto onde o homem estava. Durante a abordagem, ele aparece no cômodo e a filha também está na residência no momento da ação.

Ao longo da gravação, a filha pede para que o pai não reaja à abordagem. “Pai, eu tô aqui, pai. Pai, vai lá, pai. Responde bonitinho, pai. Eu tô aqui”, diz ela.

Em determinado momento, o homem responde: “Filha, eu não sou ladrão”. A mulher afirma que sabe o que ele diz.

Ele também chega a pedir que a filha entre no quarto, mas ela se recusa. Um dos guardas questiona se ela tem medo do pai. Ela responde que não, mas diz ter medo das armas.

No vídeo, é possível ouvir disparos de arma de choque (taser) e, em seguida, tiros de arma de fogo. Após os disparos, os agentes entram no quarto e a mulher deixa o local em estado de choque. Um novo disparo também é ouvido posteriormente.

Associação das Guardas Civis se manifesta

Em nota oficial, a Associação das Guardas Civis do Estado de Goiás (AGCGO) afirmou que os agentes atuaram “dentro dos princípios da legalidade, da proporcionalidade e da técnica operacional”, utilizando “todos os meios não letais disponíveis e previstos nos protocolos de atuação”.

 

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A entidade declarou que a ação teve como objetivo conter um indivíduo considerado de “elevada periculosidade”, que, segundo a associação, “já responde por tentativa de feminicídio e que, nesta semana, é apontado como autor de uma tentativa de homicídio, cuja vítima permanece hospitalizada em estado grave”.

A AGCGO afirmou ainda que a atuação da GCM buscava “preservar vidas, cessar a agressão em andamento e garantir a segurança da população”, e disse que foram adotadas providências legais, incluindo socorro imediato, conforme protocolos operacionais.

Na nota, a associação também criticou a divulgação do caso por parte de veículos de comunicação, afirmando que há “publicações que omitem informações relevantes da ocorrência e apresentam narrativas capazes de induzir a população a conclusões equivocadas”.

A entidade reforçou que as Guardas Civis Municipais exercem papel fundamental na segurança pública e devem ter sua atuação analisada com responsabilidade e imparcialidade.

O caso segue sob apuração das autoridades competentes.

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