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Quinze dias depois da tragédia na BR-020 que deixou nove mortos e dezenas de feridos, a Polícia Civil do Paraná ouviu o motorista da carreta envolvido na catástrofe. Luiz Carlos Dziecinny, 29 anos, contou, em depoimento no dia 2 de março, que o condutor do ônibus da Guanabara, Edson Lima, 47, invadiu a faixa contrária da pista, e ele não teve como evitar a colisão frontal.

Luiz Carlos seguia para a Bahia. Segundo depoimento ao qual o Metrópoles teve acesso, disse que tinha descansado em Cristalina (GO) antes de pegar novamente o volante na madrugada de 15 de fevereiro, dia do acidente.

Laudo dos peritos da Polícia Civil de Goiás (PCGO) confirmou que a tragédia na BR-020 foi causada pelo motorista do ônibus da Expresso Guanabara. De acordo com os investigadores, o condutor invadiu a faixa contrária da rodovia, tentou voltar, mas não conseguiu.

A carreta, de acordo com os peritos, trafegava a 90km/h. Mas, no depoimento, Luiz Carlos acredita que estava a cerca de 80km/h, limite da velocidade da via. O condutor do ônibus, Edson Lima, morreu na hora. Ele seguia de Cajazeiras (PB) para Goiânia (GO). O motorista da carreta quebrou a escápula (omoplata), dois dedos do pé, teve luxação no cotovelo e levou pontos na cabeça.

Depois de ficar internado nos hospitais municipal de Formosa e Hugo, de Goiânia, voltou para Guarapuava, no Paraná, onde mora. Luiz Carlos disse não ter visto o condutor do ônibus ultrapassando outro veículo na altura do Km 45, trecho de ultrapassagem proibida. “Ele invadiu a faixa, e não tive o que fazer. Tentei tirar o caminhão o quanto pude, mas não consegui evitar a colisão”, disse, em depoimento.

O caso será concluído pela Polícia Civil de Formosa na próxima semana.

Confira imagens da tragédia na BR-020: