FAB investiga causas de acidente aéreo envolvendo ex-senador boliviano
Aeronave de pequeno porte pilotada por Roger Molina, 58 anos, caiu na região do Aeroclube de Luziânia (GO)
atualizado
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A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou neste domingo (13/8) as investigações para determinar as causas do acidente aéreo ocorrido na noite de sábado (12), em Luziânia (GO), envolvendo o ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, 58 anos. Uma aeronave pilotada pelo ex-parlamentar caiu na região do Aeroclube da cidade do Entorno, logo após a decolagem. Molina está internado no Hospital de Base do DF, em estado grave.
De acordo com a FAB, investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 6) se deslocaram para Luziânia a fim de realizar a primeira fase da apuração.
A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros de Goiás informou que a aeronave caiu, logo após a decolagem, na cabeceira da pista. Apesar de atingir o solo, não houve explosão. Roger Molina estava sozinho na cabine. Ela ficou completamente destruída e o piloto foi trazido para a unidade hospitalar brasiliense.
De acordo com o último boletim médico divulgado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) na tarde deste domingo, o ex-senador segue instável, em estado grave e com suporte clínico na sala vermelha. Ele respira com a ajuda de aparelhos e não há indicação de cirurgia até o momento.
Segundo a pasta, ao dar entrada no HBDF, o paciente apresentava ferimentos diversos e traumatismo crânio encefálico. Os médicos fizeram drenagem bilateral no tórax e uma traqueostomia de urgência. Durante a noite e madrugada também foram feitas tomografias, exames de raio X e laboratoriais.
Asilo
Molina foi senador na Bolívia pelo Plano de Progresso para a Bolívia – Convergência Nacional, partido de extrema direita. Ele se tornou conhecido no Brasil em 2012 quando, acusado no governo Evo Morales por irregularidades como dano econômico ao Estado, estimados na época em US$ 1,7 milhão, em mais de 20 processos, se refugiou na embaixada do Brasil em La Paz.
Conseguiu asilo no Brasil no ano seguinte sob alegação de perseguição política. Molina foi transportado de carro pela fronteira boliviana em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Sua fuga causou dissabores ao governo brasileiro e levou à demissão do então ministro das relações exteriores, Antônio Patriota. Ele mora em Brasília.
O ex-senador também foi lembrado em 2016, dessa vez por conta do acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia, ele era sogro do piloto da aeronave, Miguel Quiroga.













