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Uma aeronave de pequeno porte caiu no Aeroclube de Luziânia (GO) por volta das 17h deste sábado (12/8). Uma equipe do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionada para auxiliar no resgate da vítima, de 58 anos. O piloto mora em Brasília e foi identificado como o ex-senador boliviano Roger Pinto Molina. Ele foi transportado de helicóptero até o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Ainda não se sabe o que causou o acidente, mas a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros de Goiás informou que o ultraleve caiu, logo após a decolagem, na cabeceira da pista. Apesar de ter atingido o solo, não houve explosão. Molina estava sozinho na cabine. A aeronave ficou completamente destruída.

Dois pilotos viram o acidente, pousaram as suas respectivas aeronaves e realizaram os primeiros socorros. Bombeiros foram acionados e conseguiram retirar o piloto, que estava preso às ferragens.

Em uma gravação, um bombeiro de Goiás fala sobre a atuação dos militares no local da queda:

A vítima sofreu traumatismo craniano, trauma facial e no abdômen, parada cardiorrespiratória e hemorragia interna.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou ao Metrópoles que um grupo do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foi até o aeródromo para recolher informações a respeito do acidente. Dados como o plano de voo e o registro do piloto serão solicitados pelos militares da FAB.

Asilo
Molina foi senador na Bolívia pelo Plano de Progresso para a Bolívia – Convergência Nacional, partido de extrema direita. Ele se tornou conhecido no Brasil em 2012 quando, acusado no governo Evo Morales por irregularidades como dano econômico ao Estado, estimados na época em US$ 1,7 milhão, em mais de 20 processos, se refugiou na embaixada do Brasil em La Paz.

Conseguiu asilo no Brasil no ano seguinte sob alegação de perseguição política. Sua fuga causou dissabores ao governo brasileiro e levou à demissão do então ministro das relações exteriores, Antônio Patriota. Ele foi transportado de carro pela fronteira boliviana em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

O ex-senador também foi lembrado em 2016, dessa vez por conta do acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia, por ser sogro do piloto da aeronave, Miguel Quiroga.

 

 

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