Começa ação para evitar contaminação de rio por lixão que desabou

Operação foi necessária após o acúmulo de lixo que atingiu o córrego Santa Bárbara e começou a afetar os moradores

atualizado

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Aterro Padre Bernardo
1 de 1 Aterro Padre Bernardo - Foto: Felipe Machado/Metrópoles

Nesta sexta-feira (4/7), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Goiás (Semad-GO), juntamente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a prefeitura de Padre Bernardo (GO), estabeleceram a ação de transposição da água do córrego Santa Bárbara, micro-bacia da região.

A operação visa evitar a contaminação da água pelos resíduos que desabaram do Aterro Ouro Verde. São aproximadamente 40 mil toneladas de lixo acumulado, incluindo resíduos hospitalares.

O isolamento dos resíduos da água foi um evento emergencial já que o montante dos lixos começou a juntar muita água, o que poderia ocasionar o deslocamento dos materiais pela água até a Usina Hidrelétrica Serra da Mesa. Além disso, a água do córrego abastece moradores locais, seja para consumo próprio ou até mesmo para situações de plantio e cultivo de alimentos.

Entenda a situação:

De acordo com a secretária da Semad (GO), Andréia Vulcanis, a preocupação agora é evitar que a mancha de contaminação chegue ao Rio Maranhão.

“Até agora ele não foi interditado quanto ao uso da água, mas estamos com equipes de monitoramento para saber até que ponto a contaminação está atingindo. Entretanto, a cada dia que passa a situação só agrava”, conta.

Próxima Ação

Com a transposição da água feita, a Semad explicou que, agora, o próximo passo é a retirada dos resíduos. Entretanto, o local é de difícil acesso para veículos. Para isso, está sendo construído uma estrada até o fim do vale.

Esta operação já foi iniciada e ainda resta 80 metros para finalização do trajeto.

De acordo com Andréia Vulcanis, será necessário o transporte de quase 3 mil caminhões para a remoção dos resíduos. Entretanto, ainda não há uma previsão de quanto tempo este processo de retirada irá demorar.

“Nós estamos falando de metais pesados que ficam no solo e no fundo do leito do rio, o que resulta como uma contaminação sistêmica por anos e anos. Tudo isso terá ser dimensionado para apenas depois mapear e identificar dano por dano e quanto tempo isso irá demorar”, explicou Andréia.
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Maquinárias realizando a construção da estrada para via
Maquinária iniciando o processo de descida no local do desabamento
Comitê unificado da crise
Secretária da Semad-GO (camisa florida) e o prefeito de Padre Bernardo (camisa preta)
Especialista do CBMGO operando o drone
Aterro Ouro Verde após desabamento
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Aterro Ouro Verde após desabamento

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Maquinárias realizando a construção da estrada para via
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Maquinárias realizando a construção da estrada para via

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Maquinária iniciando o processo de descida no local do desabamento

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Comitê unificado da crise

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Especialista do CBMGO operando o drone

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Avalanche

  • Uma montanha de lixo desabou no Aterro Ouro Verde em 18 de junho. Testemunhas gravaram o momento da queda e a extensão que os resíduos alcançaram;
  • O aterro é alvo de uma série de ações judiciais, sendo uma delas a ação civil pública movida pelo Ministério Público do Goiás (MPGO) e pelo Ministério Público Federal (MPF) por “dano ambiental”;
  • Até então, o empreendimento funcionava sob autorização de uma liminar expedida pelo TRF-1;
  • A empresa responsável pela administração do aterro foi multada em R$ 37 milhões. Além disso, bloqueio de R$ 10 milhões das contas da empresa “como forma de garantir a existência de recursos necessários para a contenção emergencial e reparação dos danos ambientais decorrentes do colapso da estrutura do aterro;
  • O aterro fica localizado em Padre Bernardo, Entorno do Distrito Federal, e opera em zona de conservação da Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio Descoberto — segundo o MP, sem licenciamento do Estado de Goiás;
  • Com o desabamento do lixo, segundo o governo goiano, as águas do Rio do Sal e do Córrego Santa Bárbara ficaram contaminadas. O uso foi proibido por tempo indeterminado;
  • Pelo menos 250 empresas do Distrito Federal já mandaram lixo para o aterro ao longo dos últimos anos e agora todas terão que encontrar novos locais para descartarem resíduos sólidos;
  • O local conta com quatro bacias de chorume carregadas com risco de colapsto total, o que ocasiona riscos eminentes de novos desabamentos no aterro.

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