Energia furtada para mineração de cripto iluminaria 3 mil casas no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação para acabar com esquema ilegal de furto de energia para a mineração de cripto
atualizado
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desbaratou um esquema ilegal de furo de energia elétrica para a mineração de criptomoedas na zona rural de São Sebastião (DF), em 7 de janeiro de 2026. Segundo a Neoenergia, concessionária responsável pela distribuição de energia no DF, a energia desviada era suficiente para iluminar 3 mil residências por mês.
Na ponta do lápis, o prejuízo estimado é de R$ 400 mil. De acordo com a energia, o esquema ilegal provocou constantes interrupções na rede elétrica da região, prejudicando moradores, comerciantes e produtores rurais. Os criminosos montaram duas estações de mineração ilegais.
Segundo a concessionária, a mineração de criptomoedas exige alto consumo de energia e infraestrutura elétrica dedicada. Nos locais fiscalizados, foram encontradas cerca de 90 máquinas operando 24 horas por dia, conectadas de forma clandestina à rede.
A PCDF realizou uma operação para investigar o furto de cabos de internet, telefonia e energia elétrica na zona rural de São Sebastião. Segundo a polícia, o material furtado era usado para alimentar equipamentos para mineração de criptomoedas, como o bitcoin, atividade que exige computadores ligados 24 horas e consome muita eletricidade.
A ação foi conduzida pela 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), no Núcleo Rural Cava de Baixo. As investigações apontam ainda ligações clandestinas que causaram prejuízos à rede elétrica e aos serviços da região. A autoria do crime já foi identificada, o principal suspeito segue foragido.
PCDF apura ainda a participação de outros envolvidos, possível organização criminosa e lavagem de dinheiro. O local foi periciado pelo Instituto de Criminalística (IC).
Entenda como funciona a mineração de criptomoedas
As criptomoedas são moedas que existem apenas no ambiente digital, sem versão em papel ou moedas físicas. Elas circulam pela internet e podem ser usadas como forma de pagamento ou investimento.
A mineração de criptomoedas é o nome dado ao processo de “criação” dessas moedas. Funciona de forma semelhante à impressão de dinheiro tradicional, mas feita por computadores.
Esse sistema funciona como um grande livro de registros on-line, no qual ficam anotadas todas as movimentações feitas com criptomoedas. Quando uma transação é conferida e considerada verdadeira, ela é registrada de forma segura. Em troca desse trabalho, os responsáveis recebem moedas digitais, que passam a circular no mercado e podem ser trocadas por dinheiro.






